Mês: junho 2021

Comer apressadamente pode levar ao diabetes tipo 2

Comer apressadamente pode levar ao diabetes tipo 2

Comer apressadamente pode levar ao diabetes tipo 2

Você já parou para observar como você se alimenta? Não estou falando sobre o quê você come – claro que isso também é essencial para o controle do diabetes – mas sobre como você come.

Na correria do dia a dia, você reserva a sua hora de almoço? E no jantar? Ou come rapidamente, sem nem ao menos ter tempo de saborear o que coloca na boca?

 

No final de semana, a dra. Christina falou aqui no blog sobre  como o estresse influencia no diabetes. Na verdade, todos os nossos hábitos tem uma influência grande no nosso controle e, mais, no caso do diabetes tipo 2, no mecanismo que desencadeia a doença.

Esse tema foi debatido no Congresso Europeu de Endocrinologia, realizado na Itália. A conclusão de pesquisadores da Universidade da Lituânia é que comer rápido aumenta o risco de diabetes tipo 2. O foco do estudo foi levantar fatores de risco isolados da doença , entre eles, a velocidade com que as pessoas comem.

Foi a primeira vez que este padrão isoladamente foi apontado como fator de risco para desencadear diabetes tipo 2. Explico: em estudos anteriores, esse fator sempre estava relacionado a outros fatores de risco, como sobrepeso e obesidade. Ou seja, que comer rápido engorda, todos já sabíamos. E que sobrepeso e obesidade são fatores de risco para diabetes tipo 2 também. O que não sabíamos é que o simples hábito de comer rápido, por si só, ajuda no aparecimento da doença.

O estudo comparou 234 pessoas diagnosticadas recentemente com diabetes tipo 2 com outros 468 voluntários que não apresentavam a doença. Todos os participantes responderam a um questionário sobre fatores de risco para diabetes, hábitos alimentares e medidas como peso, altura, largura da cintura. A velocidade com que eles comiam foi avaliada e classificada em lenta, normal ou rápida.

Comer rápido leva ao diabetes tipo 2

Após ajustarem os resultados para outros fatores relacionados ao diabetes, como histórico familiar, prática ou não de atividade física e tabagismo, os autores concluíram que aqueles que comiam mais rápido apresentavam 2,5 vezes mais probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 – mesmo que não fossem obesos ou apresentassem sobrepeso.

O estudo apresentou outros fatores de risco isolados. O tabagismo e o consumo de mais de cinco ovos por semana aumentam o risco de diabetes tipo 2. Como fator de proteção para desenvolvimento de diabetes tipo 2: o consumo de quatro ou mais xícaras de café por dia.

Os pesquisadores da Lituânia pretendem aprofundar o estudo, investigando como determinados tipos de alimentos, quantidade de calorias ingeridas, a prática de atividade física e o bem estar psicológico e emocional afetam os fatores de risco para diabetes tipo 2.

Comer rápido aumenta o risco de diabetes tipo 2

A dica é: fique de olho não só no que você come, mas também em como você come. Reservar um tempo para as refeições, além de ser importante para o controle e, em alguns casos, até para não desencadear a doença – principalmente se você tem casos na família -, traz bem-estar físico e emocional, que também são aliados no controle. Reservar alguns minutos por dia para um caminhada leve também pode trazer grandes benefícios para a sua saúde. Lembre-se: ajustar a sua rotina hoje para incluir esses pequenos, mas tão importantes hábitos,  não vai fazer você perder tempo, vai fazer, isso sim, você ganhar tempo de vida.

pâncreas artificial para pessoas com diabetes

Pâncreas artificial para pessoas com diabetes

Pâncreas artificial para pessoas com diabetes

Dois novos estudos envolvendo o pâncreas artificial para pessoas com diabetes tipo 1 foram apresentados no encontro anual da Associação Americana de Diabetes (ADA 2012), realizado na Filadélfia, no início do mês. Há mais de três décadas, pesquisadores estudam o mecanismo. Existem mais de dez estudos, em vários estágios de desenvolvimento, de acordo com Gary Steil, da Escola de Medicina de Harvard. Especialistas acreditam que dentro de 10 anos o pâncreas artificial será uma realidade.

Bomba de insulina

O dispositivo é uma espécie de bomba de insulina mais avançada. Ela faz tudo sozinha, funciona exatamente como um pâncreas real. Quem tem diabetes tipo 1 convive diariamente com as aplicações de insulina ou usa a bomba, que fornece o hormônio por meio de um pequeno catéter inserido sob a pele. Das duas formas, a pessoa tem de calcular a quantidade de insulina que precisa com base na taxa de açúcar no sangue, na quantidade de carboidratos que vão ingerir, e o quanto de atividade física farão. Devem tomar cuidado para não errarem no cálculo e ter hipoglicemias ou hiperglicemias.

Como funciona pâncreas artificial?

Com o pâncreas artificial a pessoa terá um sistema automatizado que consiste em um monitor contínuo de glicose, uma bomba de infusão e um medidor para calibrar e monitorar. Ter um pâncreas artificial significará ter um mecanismo de monitoramento dos níveis de açúcar no sangue, que sente quando o corpo precisa de insulina. Ele mesmo calcula a dose necessária, e aplica, sem que a pessoa fique controlando diretamente. Alguns dispositivos alertam quando os níveis estão elevados e basta a pessoa apertar um botão. Não é preciso fazer cálculo algum.

O que substitui o pâncreas?

Para o pesquisador Henry Anhalt,, diretor médico em Animas, que está desenvolvendo um dos sistemas. “o pâncreas artificial será um avanço porque somente dois terços dos diabéticos tipo 1 consegue manter o açúcar em níveis recomendados durante todo o dia”. A longo prazo, o diabetes não controlado pode levar a complicações, como lesões oculares, insuficiência renal, e doenças cardíacas. O dispositivo também seria importante para diminuir os ricos de hipoglicemia noturna.

“O pâncreas artificial é um conceito maravilhoso e temos a ciência e a tecnologia para chegar lá, mas tem que ser perfeito. Os estudos apresentados na reunião deste ano são pequenos passos em direção a essa meta”, considera a presidente da Associação Americana de Diabetes, Vivian Fonseca, pesquisadora da Universidade de Tulane, em Nova Orleans. “Temos de ver como os dispositivos funcionam na vida real em oposição a ambientes de pesquisa artificiais”, pondera Fonseca, que não estava envolvida diretamente com os trabalhos.

Conheça os alimentos ideais para diabéticos

Conheça os alimentos ideais para diabéticos

Conheça os alimentos ideais para diabéticos


O diabético deve cortar alimentos como refrigerantes e balas e investir nas fontes de fibras solúveis.

Uma alimentação saudável é extremamente importante na vida dos diabéticos. A dieta para as pessoas que possuem a doença não precisa ser sem sabor nem sem tempero, mas ela deve ter alguns cuidados especiais.

De acordo com a nutricionista Bruna Murta, da rede Mundo Verde, o diabético deve cortar de sua dieta alguns alimentos: açúcar, mel, caldo de cana, melado, rapadura; carboidratos de alto índice glicêmico e pobres em fibras como refrigerantes, balas, biscoitos doces, farinha branca, bebidas alcoólicas, café, fumo e deve ainda evitar o consumo excessivo de sal.

O que uma pessoa com diabetes não pode comer?

A nutricionista diz que é importante que o paciente que tem diabetes pratique atividades físicas de forma regular e orientada, pois isso melhora a ação da insulina, contribuindo para o controle da glicose. “As refeições devem ser realizadas com intervalos máximos de três a quatro horas, totalizando de cinco a seis porções ao dia, evitando permanecer em jejum prolongado. É importante ainda realizar uma refeição leve antes de dormir e tomar café da manhã assim que acordar”, explica Bruna.

Alimentos que auxiliam no combate do diabetes:

Alimentos fontes de fibras solúveis: em contato com o líquido no interior do estômago formam uma espécie de “gel” que retarda o esvaziamento gástrico, dificultando o acesso das enzimas digestivas aos alimentos e retardando o aumento da glicemia.

Veja alguns exemplos de alimentos que são fontes de fibras solúveis:

Farinha ou biomassa de banana verde: fonte de amido resistente, um tipo de fibra solúvel;

Aveia: fonte de betaglucana;

Semente de linhaça: fonte de fibras solúveis e insolúveis, que retardam a absorção da glicose, além de ser rica em ômega 3, de ação antiinflamatória, que tem relação com o tratamento do diabetes;

Canela: a inclusão de canela na dieta de diabéticos melhora o controle da glicose. Isso porque a canela aumenta a sensibilidade do organismo à ação da insulina;

Aloe Vera: é fonte da fibra solúvel glucomannam, responsável pela ação da aloe vera na redução do nível de glicose.

Vegetais folhosos verde escuros, oleaginosas, cereais integrais e sementes: além de serem fontes de fibras são ricos em magnésio, mineral que melhora a ação da insulina, facilitando o transporte de glicose para dentro das células.

Levedo de cerveja, cereais integrais, cogumelos, oleaginosas, gérmen de trigo, brócolis: são fontes de cromo, mineral que potencializa a ação da insulina.

Cereais integrais, oleaginosas, carnes e ostras: são fontes de zinco. A deficiência dele está relacionada à diminuição da secreção da insulina, levando ao aumento dos níveis de glicose.

Flavonóides encontrados nas frutas, chá verde e suco de uva integral: úteis no tratamento do diabetes e na prevenção e controle das complicações crônicas.

Quem tem diabetes pode fazer tatuagem?

Quem tem diabetes pode fazer tatuagem?

Ao invés de carregar um cartão de identificação a pessoa carrega na pele a informação de que é diabético. Respeito a atitude (e que atitude!), mas não chegaria a tanto. Mas já pensei, sim, em fazer uma tatuagem não relacionada ao diabetes. Aí, vem a dúvida: quem tem diabetes pode fazer tatuagem?

Fui em busca de informações sobre o assunto e encontrei a resposta numa fonte mais do que segura. A jornalista Cíntia Salomão Castro entrevistou para o portal da ADJ a médica endocrinologista, Flavia Osmo Floh, sobre o assunto. A resposta vale também para quem pretende fazer piercing.

DIABÉTICO PODE FAZER TATUAGEM?

Segundo a especialista, trata-se de um mito dizer que diabético não pode fazer tatuagem. O risco de adquirir uma infecção a partir de uma aplicação de tatuagem ou piercing é igual para todo mundo. Ela explica que quem tem diabetes não corre mais risco de infecção em relação a uma pessoa que não tenha. No entanto, se o quadro envolver um comprometimento dos vasos na microcirculação, o controle de uma eventual infecção seria mais difícil.

E não é algo que ocorra do dia para noite, esclarece a Dra. Flávia, é um tipo de complicação diagnosticada a longo prazo (entre cinco e dez anos). Isso quer dizer que o problema poderia atingir pessoas com diabetes mal controlado há mais tempo.

Tatuagens, piercing e diabetes

Outra questão está relacionada à tatuagem e piercing realizados sem os devidos cuidados com higiene. Caso haja uma infecção, será mais difícil de ser combatida, ainda mais se a glicemia não estiver sob controle.

Para não te problemas, procure um profissional habilitado, cheque as condições de higiene do local, se os materiais são esterilizados, se os profissionais usam luvas e materiais de segurança. Redobre os cuidados com a higiene da região cutânea de aplicação da tatuagem ou do piercing.

É bom lembrar que manter a glicemia sob controle sempre evita qualquer tipo de complicação.

Mito desfeito! Está pronto para fazer a sua tatuagem?