Caneta da saúde: benefício disponível no SUS para pessoas com diabetes

A caneta de insulina é um direito das pessoas com diabetes. Graças ao avanço da ciência e da tecnologia, as pesadas seringas de vidro, difíceis de transportar e manusear, deram lugar a tratamentos cada vez mais práticos, portáteis e com pouca margem de erro na dose de insulina, o que ajuda a reduzir episódios de hipoglicemia.

É o caso das canetas de insulina que, entre as diversas vantagens, oferecem maior facilidade e conforto na aplicação, tendo em vista que possuem uma agulha mais fina e curta em relação à seringa.

Elas começaram a ser fornecidas gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2018 e, recentemente, o Ministério da Saúde ampliou o acesso, disponibilizando as canetas preferencialmente a pessoas portadoras de diabetes tipo 1 e tipo 2 com menos de 19 anos ou com mais de 50 anos.

Porém, muita gente ainda não sabe deste benefício. Por isso, para divulgar esta informação e ajudar milhões de pacientes a controlar melhor o diabetes, a Novo Nordisk®, em parceria com várias organizações, lançou a campanha Caneta da Saúde.

“O diabetes não é uma condição individual. Trata-se de algo presente na vida de milhões de famílias e, neste novo cenário delicado de pandemia, há pessoas que estão no grupo de risco e podem desenvolver as formas mais graves da doença”, contextualiza a endocrinologista e diretora médica da Novo Nordisk®, Priscilla Olim Mattar.

“É nesse contexto que chega a campanha Caneta da Saúde, uma maneira de ajudar a manter em dia a saúde dessas pessoas que já sofrem com uma doença crônica. Tudo que precisamos evitar são episódios de hiper ou hipoglicemia, que podem levar o paciente para o pronto-socorro, o que pode expô-lo a riscos adicionais durante a pandemia”, destaca.

Caneta de insulina no SUS é direito de quem tem diabetes! Para conseguir a caneta de insulina no SUS é preciso ter uma prescrição médica. Então a dica é: consulte seu médico, descubra se essa tecnologia é a ideal para você e comece a escrever uma nova história repleta de saúde!

CAMPANHA

Caneta preenchida com insulina que está disponível no SUS

Acesse o site www.canetadasaude.com.br e as redes sociais Facebook e Instagram (@acanetadasaude) para conferir diversas informações sobre como usar a caneta de insulina e controlar melhor o diabetes. Há também uma área destinada aos profissionais da saúde, com um exclusivo e-book.

*Conteúdo patrocinado pela Novo Nordisk®, líder global de saúde dedicada a promover mudanças para vencer o diabetes e outras doenças crônicas graves, como obesidade e distúrbios hematológicos e endócrinos raros. Isso é possível porque a Novo Nordisk® é pioneira em descobertas científicas disruptivas e trabalha para a ampliação do acesso aos seus medicamentos e na prevenção e cura de doenças.

Saiba mais em www.novonordisk.com.br e siga-nos nas redes sociais.
Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil LTDA.
BR21DI00006. Abril de 2021. Material destinado ao público em geral.

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Diabetes: a cetoacidose é grave e requer urgência no atendimento

Mais comum em pacientes com diabetes tipo 1 (DM1), a cetoacidose diabética é uma emergência médica, caracterizada quando os níveis de açúcar no sangue (glicose) estão muito elevados e acompanhados do aumento da quantidade de cetonas. “A cetoacidose também pode acontecer em pacientes com diabetes tipo 2”, alerta a Dra. Andressa Heimbecher, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

A falta de insulina no organismo desses pacientes é o primeiro sinal da cetoacidose: o nível de açúcar no sangue vai aumentando e as células sofrem com a falta de energia. “Para evitar que as células parem de funcionar, o organismo passa a usar os estoques de gordura para gerar energia. Só que nesse processo em que o corpo usa a gordura como energia, formam-se as cetonas, que por sua vez são substâncias ácidas que desequilibram a composição sanguínea. Se essa condição não for tratada com urgência pode levar o paciente ao risco de morte”, explica a endocrinologista.

A cetoacidose é uma complicação mais comum nos pacientes com DM1, pois o organismo deles não produz insulina. Já nos pacientes com diabetes tipo 2, a cetoacidose pode ocorrer em decorrência de uma infecção ou quando o diabetes está sem controle.

Entre os sintomas da cetoacidose estão: aumento do volume de urina, boca seca, níveis de glicose no sangue elevados, mal-estar, dor abdominal e vômitos. “O hálito fica com cheiro de acetona/fruta podre. É importante levar esse paciente com urgência a um pronto atendimento”, alerta a médica.

Abaixo, seguem as dicas da Dra. Andressa para prevenir a cetoacidose diabética:

Fazer acompanhamento médico regular;
Aplicar corretamente as injeções de insulina;
Medir a glicemia;
Fazer controle da dieta para evitar alimentos com alto teor de açúcar e que podem levar à cetoacidose.

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Você conhece os 04 principais tipos de diabetes que existem?

Entre os principais tipos podemos destacar:

1) Diabetes tipo 1 (DM1) – é geralmente diagnosticado em crianças e jovens adultos. Nele o corpo realiza um ataque contra as próprias células beta do pâncreas, que deixam de produzir insulina e chamamos isso de ataque autoimune. Cerca de 5% das pessoas com diabetes têm o tipo 1. Com a ajuda da terapia com insulina e outros tratamentos, até crianças podem aprender a gerenciar sua condição de vida de forma saudável.

2) Diabetes tipo 2 (DM2) – é a forma mais comum de diabetes. Por não apresentar, na maioria das vezes, sintomas, uma pessoa pode levar anos para ser diagnosticada com diabetes tipo 2. O corpo de uma pessoa com DM2 apresenta resistência aos efeitos da insulina ou não produz insulina suficiente para manter a glicemia regulada.

Para as pessoas com DM1 e DM2 o GlicOnline possui uma lista de funcionalidades que apoiam nos cuidados, tais como: Cadastro de prescrição, diário de Glicemia, tabela de alimentos, alerta de medicamentos, gráficos em tempo real para acompanhamento do seu médico e nutricionista via web. Já especificamente para tipo 1, nosso app possibilita a contagem de carboidratos, alerta de hipoglicemias, cálculo de bolus e ajuste de basal.

3) Diabetes gestacional. Como o corpo da mulher aumenta, pode ser que o pâncreas não consiga produzir insulina suficiente para a mãe e o bebê neste período.  Portanto, é quando há o aumento dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez pela primeira vez na vida da mulher. Após o parto, as taxas de glicemia tendem a voltar aos parâmetros de pessoas sem diabetes. Mas é importante manter uma rotina de cuidados e acompanhamento médico, uma vez que há maior risco de diagnóstico de diabetes tipo 2.

As gestantes com diagnóstico de diabetes gestacional podem aproveitar as funcionalidades de alimentação e, em caso de passar a administrar  insulina, poderá usar as funções de autotitulação de insulina basal e a funcionalidade do cálculo de bolus (insulina que tomamos quando comemos).

4) Diabetes tipo LADA: muitas vezes chamado de Diabetes 1 e ½ (um e meio), pois acaba sendo um surgimento tardio do diabetes tipo 1. Diagnosticado, normalmente, em pessoas acima de 35 anos de idade.

Neste caso como geralmente o tipo LADA possue uma secreção residual de insulina, mas que não dispensa o uso de insulinas basal e bolus, portanto poderá usar todas as funcionalidades do nosso sistema, tal como a pessoa com DM1.

5) Diabetes Tipo MODY: acontece quando a produção ou a ação da insulina ficam prejudicadas pela mutação de um ou uma série de genes, que pode ser transmitido de pais para filhos. Dependendo do gene, chama-se o MODY de um determinado nome. Por exemplo o MODY 3 (gene envolvido HNF1α) é o tipo mais comum. O diagnóstico é feito normalmente antes dos 25 anos de idade, ter um dos pais com diabetes, ter diabetes na família há pelo menos duas gerações e não precisar necessariamente de insulina.

No caso de pacientes com MODY, dependendo de qual tipo de MODY, podem ser usadas as funcionalidades de alerta de medicamentos em doses fixas e de informações sobre a alimentação e em casos de uso de insulina a função de cálculo de bolus.

Diabetes é uma doença crônica que aumenta o risco para muitos problemas de saúde sérios como amputações e problemas de visão. A boa notícia? Pesquisas apontam que com o tratamento correto e mudanças de estilo de vida recomendado é possível prevenir e retardar o aparecimento de complicações.

Ufa! Muita informação, né? Não se preocupe em entender tudo de uma vez só. Aliás, nós estamos sempre aprendendo, pois de tempos em tempos as tecnologias  mudam ou o nosso próprio corpo muda e nos exige atenção. Então, estamos juntos nessa!

Para facilitar esse aprendizado, nós publicamos semanalmente no nosso blog temas relacionados aos cuidados do diabetes que você pode ir aprendendo aos poucos. Além disso, lembre-se que nós também aprendemos muito com vocês, portanto sempre que tiver uma dúvida, entre em contato!

Cuide-se e conte com o GlicOnline para apoiá-lo! Baixe gratuitamente, clique AQUI.

Fonte: GlicOnline

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Diabulimia: que bicho é esse?

Talvez você já tenha ouvido falar sobre “diabulimia”, um termo que une as palavras “diabetes” e “bulimia”. A bulimia é um transtorno alimentar que é cerca de duas vezes mais frequente entre as mulheres com diabetes tipo 1. Por isto foi criado o termo diabulimia que caracteriza o quadro de preocupações excessivas com o peso e imagem corporal e que levam ao mau gerenciamento do diabetes, reconhecida como uma condição de saúde psíquica.

Geralmente pessoas com diabulimia apresentam preocupação com a aparência (principalmente peso) e oscilação na ingestão alimentar, com um sentimento de perda de controle sobre a alimentação. Muitas vezes o quem tem diabetes deixa de aplicar ou reduz as doses de insulina com o objetivo de perder peso.

Outros comportamentos que também podem estar presentes na diabulimia são: praticar atividade física em excesso e alimentação de forma exagerada e compulsiva seguida de vômitos ou uso de laxantes.

Com a redução ou omissão das doses de insulina ocorre aumento da glicemia (nível de glicose no sangue), com perda de açúcar na urina e aumento do volume urinário.

Este quadro pode evoluir para cetoacidose diabética, caracterizada por muito cansaço (respiratório), desidratação, mau hálito (lembra o de maçã estragada) e confusão mental, podendo chegar ao coma cetoacidótico com perda da consciência. A cetoacidose é um quadro grave que leva ao emagrecimento com perda de gordura e músculos. Além disso, com o mau controle do diabetes por muito tempo podem surgir as complicações do diabetes nos olhos, nos rins, nos nervos e nos vasos do coração, cérebro e pernas.

O ciclo de diabulimia.

Sentimentos negativos sobre a imagem corporal, forma e peso;
Depressão, ansiedade e vergonha;
Hiperglicemia crônica (açúcar no sangue elevado durante muito tempo)
Comprometimento nos cuidados com o diabetes, com restrição ou diminuição de insulina.

Pode não ser fácil para uma pessoa com diabulimia saber pelo que está passando e pedir ajuda. Com isso se torna muito importante o apoio da família e profissionais da saúde para que possa dar o suporte médico e psicológico necessário para iniciar o tratamento o mais rápido possível para evitar as complicações.

Cuide-se, você é a pessoa mais importante da sua vida!

Até a próxima!

Fonte: GlicOnline

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Diabetes tipo 1 e o tratamento ideal

O diabetes tipo 1 uma é uma condição autoimune, na qual o pâncreas, órgão responsável pela produção de insulina no corpo, perde a sua capacidade de produzir esse hormônio. Um “defeito” ou uma “pane” no sistema imunológico faz com que os anticorpos ataquem as células produtoras de insulina, hormônio responsável por quebrar o excesso de açúcar presente na corrente sanguínea. Todos os alimentos que ingerimos se transformam em açúcar no sangue, por isso a insulina é um hormônio de extrema importância.

Geralmente o Diabetes Mellitus tipo 1 (DM 1) ocorre na fase da infância e da adolescência, porém o diagnóstico pode aparecer em qualquer fase da vida.

Os sintomas mais comuns do diabetes tipo 1 são sede e fome excessiva, cansaço, vontade de urinar constante, irritação e emagrecimento sem causa aparente. Geralmente a descoberta da condição acontece de forma rápida, muitas vezes com internação e taxa de glicemia superior a 300 mg/dl, ou seja, altíssima. O tratamento do DM 1 é individualizado, mas existe um tripé terapêutico comum a todos os pacientes e essencial para atingir o bom controle: uso de insulina, alimentação saudável e atividade física.

A cada ano novos estudos e pesquisas descobrem formas inovadoras para o tratamento do diabetes. Insulinas cada vez mais modernas, terapias com alta tecnologia aplicada, transplantes revolucionários, medidores de glicemia arrojados e muito mais. Atualmente as insulinas análogas e de ação ultra prolongada são o que há em tecnologia de ponta como forma de terapia do distúrbio. As novas bombas de infusão, sensores de glicemia finíssimos, insulina inalada e glicosímetros que se adaptam a smartphones também fazem parte desse grupo de produtos high-tech já disponíveis no mercado.

Fonte: Redação Momento Diabetes

 

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Sinais de diabetes em crianças

*Por Bianca Fiori

Apesar dos sinais serem bem claros, muitas vezes as pessoas, principalmente aquelas que nunca tiveram contato com o diabetes, podem achar que é virose ou algo mais simples. Por isso, aos primeiros sinais da disfunção (abaixo descritos) é recomendado correr para o pronto-socorro e solicitar – e até insistir, se for o caso – para a equipe médica realizar o exame de glicemia.

Geralmente, o diabetes que atinge as crianças e adolescentes é o tipo 1 (DM 1), caracterizado por uma deficiência no sistema autoimune que impede o pâncreas de produzir insulina. Esse tipo de DM não está relacionado ao estilo de vida nem à obesidade, como acontece geralmente no diabetes tipo 2. Porém, com o aumento da obesidade infantil e o sedentarismo, o número de crianças com o tipo 2 da doença tem aumentado, por esta razão os pais precisam redobrar a atenção.

Veja abaixo 7 principais sinais de DM 1 e DM 2:

Sede intensa, insaciável, preste atenção, pois este é um dos principais sintomas da doença (DM1)
Se seu filho vive constantemente com fome e, ao invés de engordar, emagrece, este também é um indicativo (DM1)
Urinar com frequência, inclusive à noite, é outro sintoma clássico. Se seu filho ainda usa fraldas, repare se, ao jogar a fralda no lixo, há formigas nelas, que podem ser atraídas pelo açúcar eliminado na urina da criança com diabetes
Mal-estar, sonolência, fraqueza e tontura (DM1)
Estar acima do peso também pode ser um sinal de alerta (DM2).
Em casos em que há familiares com a doença, existe um fator de risco para o desenvolvimento da doença. Por isso é importante redobrar a atenção. (DM2)
A insulina também pode funcionar como um anabolizante, acelerando o desenvolvimento físico da criança. Por isso, se você notar um grande crescimento em um curto espaço de tempo no seu filho, procure um especialista (DM2).

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Você sabe qual o papel do glucagon?

Um dos problemas mais graves no diabetes é a hipoglicemia, queda acentuada de açúcar no sangue, quando isso ocorre é preciso ingerir algo doce para glicemia se estabilizar, porém, há casos em que a pessoa não sente os sintomas da hipo e pode acabar desmaiando, perdendo a consciência ou até tendo convulsões. Quando isso ocorre, é necessário a aplicação de injeção de glucagon.

Assim como a insulina, o glucagon também é um hormônio produzido pelo pâncreas superimportante para o metabolismo do carboidrato. Seu efeito é o oposto ao da insulina, ele é responsável por aumentar o nível de glicose no sangue.

A insulina e o glucagon são extinguidos de forma inversa, ou seja, quando a glicemia do sangue esta alta, há uma maior liberação de insulina e uma diminuição na de glucagon e quando a glicose está baixa acontece o inverso. Porém, nos indivíduos com diabetes, quando ocorre a queda dos índices de açúcar no sangue, o processo é mais lento e quantidade de hormônio desprendida pelo fígado é bem menor do que deveria, por isso, nos casos mais graves, deve-se administrar o glucagon artificial.

Geralmente, a hipoglicemia apresenta sintomas diversos, como: desorientação, suor excessivo, tremedeira, palpitação, confusão entre outros. Na maioria das vezes, para reverter esse quadro basta ingerir algum alimento doce, de preferência um copo de suco de laranja ou água com açúcar. Contudo, em caso de desmaio ou perda de consciência jamais se deve administrar alimentos líquidos ou sólidos para evitar o risco de aspiração, nessas horas é que a injeção do glucagon é essencial, explica Denise Ludovico, endocrinologista e médica voluntária da ADJ Diabetes Brasil.

O procedimento de aplicação do hormônio é simples e qualquer pessoa, mesmo as que são leigas com relação ao diabetes, podem realizar o ato no caso de uma emergência.

“A medicação do glucagon costuma vir dentro de um estojo que contém o frasco do medicamento, o diluente e uma seringa. Basta aspirar o diluente, injetar no frasco de glucagon, depois misturar bem a solução e então aspirar para fazer a aplicação”, ensina Denise.

O hormônio pode ser aplicado nos mesmos locais da insulina, de forma subcutânea, como na barriga e nas pernas. Entretanto ele também pode ser administrado via intramuscular, onde a ação é um pouco mais rápida.  A dose recomendada para pessoas com peso igual ou maior de 20 kg é de 1 mg, abaixo disso a porção é de 0,5 mg.

A ação do componente é rápida e leva cerca de 8 a 10 minutos. “Após 15 minutos da aplicação a pessoa deve acordar. Se isso não acontecer é necessária uma segunda dose da substância”, alerta a médica.

Mesmo com todo esse procedimento, depois de retomada a consciência, é fundamental que o indivíduo se alimente com carboidratos para restaurar o glicogênio hepático (no fígado) e evitar uma segunda hipoglicemia, recomenda Denise.

A endócrino ainda ressalta que os portadores de diabetes tipo 1 devem sempre andar com o glucagon, principalmente quando estiverem em situações com maior risco de ocorrerem hipos ou em locais não habituais, como em acampamentos e viagens.

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Meu destino é ajudar

Diagnosticada aos 9 anos, nutricionista focou sua carreira em mostrar a outras pessoas com diabetes como é possível viver bem.

 

Meu nome é Juliana Baptista, tenho 38 anos, sou nutricionista e descobri o diabetes aos 9, numa época em que não havia tantos recursos como hoje. Eu aplicava insulina com seringa duas vezes ao dia e, para saber como estava minha glicemia, usava glicofita, um teste que mede a glicose na urina. Aos 17 anos, entrei na faculdade de nutrição. Estudei de tudo um pouco na área, até que minha melhor amiga, que também tem diabetes, me apresentou a contagem de carboidratos, um método até então desconhecido no Brasil. Decidi que queria me especializar no assunto e assim poder ensinar essa prática para os todos os meus pacientes.

Acabei me envolvendo com a diretoria jovem da ADJ Diabetes Brasil e comecei a participar de grupos, palestras e diversas atividades da associação. Nesse período também fui para Alemanha fazer estágio e buscar mais conhecimento sobre a contagem de carboidrato. Quando voltei, minha endocrinologista sugeriu que eu usasse a bomba de infusão de insulina.

Resisti no início, porque gostava de usar caneta e não queria carregar um aparelho o tempo todo no meu corpo. Até que um dia, muito estressada após o trabalho e com a glicemia igual a uma montanha-russa, resolvi aceitar a sugestão da minha médica e passei a usar a bomba e o sensor de monitorização contínua de glicose. Minha vida mudou! Consegui obter uma hemoglobina glicada de 6.8% e hoje não consigo mais imaginar a minha vida sem o sistema integrado.

Resolvi, então, dividir essa experiência pessoal com outras pessoas. No meu consultório, 90% dos pacientes têm diabetes. Muitos usam bomba e eu os oriento na hora de instalar o aparelho. O fato de ter a doença me ajuda a compreender melhor as necessidades deles e consigo auxiliá-los na adesão ao tratamento.

Também sou voluntária na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, onde ensino contagem de carboidratos, e administro o grupo D.O.N.E. (Diabetes, Obesidade, Nutrição e Educação), que promove dinâmicas em grupo, palestras e atividades envolvendo os pacientes e incentivando-os a ter uma alimentação saudável e a praticar atividade física.

Com o grupo já organizei flash mobs, por ocasião do Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro). Atualmente fazemos o Pedal Diabetes, que reuniu mais de 200 participantes na 4ª edição.

Eu amo meu trabalho e todas as atividades que exerço em prol do diabetes. Faço com gosto, principalmente sabendo que o paciente vai melhorar seu controle, aceitar a doença ou pelo menos enxergá-la de uma forma mais positiva. O controle pode ser trabalhoso, mas com o apoio de amigos e familiares, tudo fica mais fácil. Com a bomba de insulina e o sensor de glicose então, mais fácil ainda.

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Mãe-pâncreas: uma vida de entrega e superação

Ao descobrir o diabetes no filho ainda bebê, Fernanda mudou de profissão e de vida para garantir a ele um futuro com saúde.

 

Meu nome é Fernanda Cristina Carrasco, moro em Arapongas (PR) e sou mãe do Enzo, diagnosticado com diabetes tipo 1 quando tinha apenas 1 ano e 11 meses de idade. Essa descoberta mudou toda a nossa vida e deixou meu mundo, inicialmente, de cabeça para baixo.

Na época, eu havia recebido uma proposta de emprego e, por isso, matriculei o Enzo em uma escolinha. Porém, logo na primeira semana, percebi que algo não estava bem com ele, a começar pelo mau hálito. Liguei para o pediatra e marcamos de fazer o exame de glicemia. O resultado confirmou minha suspeita: meu filho estava com diabetes tipo 1.

O começo foi muito drástico. Como o Enzo era muito novinho, as aplicações de insulina eram feitas no músculo e o teste de glicemia, na sola do pé. Ele tomava insulina NPH pela manhã e injeções de ultrarrápida. Algumas vezes, a glicemia dele caía para 40 mg/dl, o que era muito assustador. Certa madrugada, cheguei a colocar refrigerante na mamadeira dele para reverter a hipoglicemia. Nosso pediatra nos ajudou muito nesta fase, mas a situação estava bem difícil e piorou quando recebemos a dura notícia de que a escola onde o Enzo estava matriculado não iria aceitá-lo mais como aluno, pois não tinha condições de cuidar de uma criança com diabetes. Naquele momento, percebi como o mundo pode ser cruel. Procurei pelo colégio onde eu havia estudado a vida inteira e lá fomos muito bem acolhidos.

Comecei, então, a buscar informações sobre o diabetes tipo 1 e por meio das redes sociais conheci várias mães que também tinham filhos na mesma condição. Carinhosamente chamadas de “mães-pâncreas”, elas me receberam de braços abertos. Além da troca de experiência, circulava muita dica útil sobre tratamento. Certa vez, desesperada por conta das constantes hipoglicemias que o Enzo sofria e também porque ele não engordava, perguntei em um grupo se era melhor ter hipo ou hiperglicemia. Um médico leu a conversa e me convidou para ir até a clínica dele, em Curitiba, fazer um test drive com uma bomba de infusão contínua de insulina.

Assim que o Enzo começou a usar o sistema de infusão de insulina, os episódios de hipoglicemia diminuíram muito. Ele engordou, voltou a crescer e a irritação
passou. Foi uma mudança drástica para melhor! Hoje, meu filho tem 7 anos de idade. Terminou o ano letivo lendo e escrevendo, o que para mim é muito emocionante. Nesse meio tempo, criei o blog meufilhotipo1.blogspot.com.br para ajudar outras mães a lidar com a fase inicial do diagnóstico. Minha primeira faculdade foi medicina veterinária, mas agora estou seguindo outro caminho. Fiz pós-graduação em educação em diabetes, além de cursos como o educando educadores, e estou no último ano da faculdade de nutrição. Também dou palestras sobre diabetes e sinto que minha missão é ajudar aos outros, passando adiante toda minha experiência.

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“Di” De Diogo e de Diabetes

Com o apoio dos pais, diogo, de apenas 8 anos, utiliza seu Canal no Youtube e nas redes sociais para incentivar outras Crianças a tomar insulina sem medo.

 

Olá! Meu nome é Viviane Bianconi, moro em Santos, litoral paulista e sou mãe do Diogo, diagnosticado com diabetes aos 4 anos de idade. Na época, ele começou a ir muitas vezes ao banheiro para urinar, pedia garrafa de água para beber à noite e mesmo assim acordava para tomar mais. Um dia, fui no banheiro e encontrei o vaso sanitário cheio de formigas em volta. Foi aí que meu marido e eu resolvemos pesquisar na internet e descobrimos que tudo isso eram sintomas de diabetes. Tínhamos um aparelho de medir glicemia, que era da avó do meu marido, e na manhã seguinte, em jejum, fizemos o teste. No visor do glicosímetro apareceu a palavra high, que indica que a taxa de açúcar no sangue está acima de 500 mg/dl. Nesse momento percebemos a gravidade da situação e corremos para o hospital.

O Diogo só não entrou em cetoacidose porque tudo foi percebido no início. A partir daquele dia começamos nossa saga e o tratamento, utilizando caneta de insulina. Além do medo de causar dor nele, tínhamos várias dúvidas: O que ele poderia comer? Como seria na escola? Como iríamos conciliar o trabalho fora de casa e os cuidados para controlar o diabetes? Não achei outra solução a não ser parar de trabalhar para me dedicar a ele. Na escola tive sorte, pois todos abraçaram a causa e juntos aprendemos a lidar com a disfunção. Fiquei bastante tempo lá ensinando tudo com muita paciência para que as professoras se sentissem seguras para lidar com um aluno com diabetes.

Muita coisa mudou para melhor quando meu filho começou a terapia com bomba de infusão de insulina, há 3 anos. A bomba deu a ele mais liberdade e qualidade de vida, e a adaptação foi ótima. Como sou jornalista, sentia grande necessidade de trocar experiências com mães de docinhos que estivessem passando as mesmas dificuldades e dúvidas que eu. Foi aí que resolvi criar uma página no Facebook (facebook.com/didediabetes) e um canal no Youtube (bit.ly/di-de-diabetes), nos quais o próprio Diogo dá dicas e conta sobre os medos, as vontades e as lições dele com o diabetes, sempre com muito bom humor.

Para mim, meu filho é um guerreiro. Ele diz que fica muito feliz toda vez que encoraja alguma criança que tem medo de colocar bomba de insulina. Ajudar os outros por meio dos vídeos e das redes sociais faz muito bem a ele. Além de aprender mais sobre o diabetes, fizemos muitas amizades e ganhamos fôlego para enfrentarmos o dia a dia da doença e todos os altos e baixos que ela tem. Hoje sabemos que não estamos sozinhos, e a cada dia aumenta nossa confiança de que, enquanto não há cura para o diabetes, o bom controle e os hábitos saudáveis são o caminho certo para a vida do Diogo.

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Uma vida conectada

Meu nome é Bia, tenho 22 anos e sou diabética desde os seis. Sempre fui muito tranquila, mas o início da adolescência tornou o controle glicêmico mais difícil e foi nessa época, aos 12 anos, que comecei a usar a bomba de infusão de insulina por orientação da minha médica. Achei que seria legal ser uma pessoa meio biônica e gostei da ideia. Hoje não me vejo sem ela! Faço tudo com a minha bombinha: vou a festas, viajo para a praia, faço exercício físico, durmo com o fio da bomba enrolado na barriga, enfim! O tempo todo ela está comigo.

Quando saio na rua com a bomba de insulina à mostra sempre vem algum curioso questionar. Respondo com o maior prazer e dou uma aula sobre como é ter diabetes tipo 1 e para que serve esse aparelhinho, que fica conectado ao meu corpo, injetando insulina sempre que meu organismo precisa. Também mostro o meu ponto de vista, que é bem positivo, em relação à doença e aos novos tratamentos, e deixo bem claro que, com uma alimentação saudável, atividade física e olho na glicemia, é possível ter um bom controle e ser feliz!

Há oito meses coloquei o sensor de monitorização contínua de glicose, que é como um anjo da guarda para mim. Trata-se de um equipamento pequeno, que fica geralmente no meu braço e tem como função medir os níveis de açúcar no meu sangue 24 horas por dia, me avisando sempre quando ocorre uma queda, chamada de hipoglicemia.Por isso, às vezes ele me acorda de madrugada fazendo escândalos! É o jeito dele de cuidar de mim. E, realmente, depois que comecei a usá-lo, minhas hipoglicemias diminuíram bastante – e as hiperglicemias também! Tenho um gráfico bem mais estável e dentro da meta. Os picos pós-refeição, por exemplo, diminuíram bastante porque, com o sensor, pude perceber quais alimentos faziam mal para a minha glicemia e como bem menos agora.

Uma história engraçada com a bomba de insulina e com o sensor aconteceu recentemente. Estava no meio de uma reunião e a bomba não parava de vibrar. Tentei esperar até o fim para checar o que estava acontecendo, mas a bomba não deixou: começou a apitar loucamente e todos na sala olharam para mim assustados. Tirei o aparelho do bolso, vi que a glicemia estava em 141 (coloco a minha meta entre 80 e 140) e falei: “Estou bem!” Todos acharam graça da situação.

Sou diabética tipo 1 com orgulho, porque se eu não me amar e me aceitar, quem vai? Uma hipo ou hiper me abalam? Sim, mas apenas naquele momento. Quando acabam, passou! Não tenho mais sintomas de diabética e volto à vida normal. Vivi 16 anos maravilhosamente bem e fazendo tudo o que queria fazer. Acredito que a vida é para ser vivida, com saúde, leveza e vontade.

O programa Medtronic +Perto foi criado pela Medtronic Diabetes no Brasil para facilitar o relacionamento com pessoas que usam bomba de insulina. Um melhor controle é possível! Acompanhe mais clicando aqui!

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Eu e a Bete

O professor e analista de sistemas Pablo Silva, do Rio de Janeiro, superou um início de depressão e fez do diabetes um grande aliado

Na primavera de 2013, aos 26 anos, minha vida ganhou toques de um inverno triste e rigoroso. O diagnóstico do diabetes tipo 1 foi, sem dúvida, o momento mais difícil que já vivi. Pensei que estava despencando de um abismo e me entreguei a uma imensa tristeza e um princípio de depressão. Esta fase complicada durou meses, mas com a ajuda da minha esposa, família e amigos consegui passar por ela e abracei a oportunidade de construir uma história com mais qualidade e saúde.

Sempre fui muito apaixonado por doces e comia sem nenhuma moderação. Imagine alguém que quase todos os dias pegava uma lata de leite condensado e transformava em um delicioso brigadeiro! Com a descoberta da doença, entendi que os péssimos hábitos alimentares e o sedentarismo nos dão uma falsa sensação de liberdade e comecei a assumir uma nova postura em relação ao meu estilo de vida. Em vez de me fazer de vítima, busquei criar oportunidades e administrar melhor tudo que estava ao meu redor.

Da adoção de hábitos alimentares saudáveis à prática de atividades físicas, o diabetes despertou em mim a consciência de querer todo dia fazer diferente e aproveitar cada segundo de maneira intensa, porém responsável. Contudo, na agitação do cotidiano, com inúmeras tarefas para cumprir, eu precisava de uma parceira que me ajudasse a controlar bem a glicemia. A terapia com a bomba de infusão de insulina me proporcionou maior controle e mais autonomia nas minhas rotinas.

Além disso, a bomba de insulina trouxe praticidade e despertou em mim o interesse por questões que antes eu não dava muita importância, como a contagem de carboidratos, uma forma de flexibilizar minha alimentação e poder comer um pouco de tudo, inclusive os doces dos quais sempre gostei.

Em 2014, criei o blog “Eu e a Bete” para contar histórias e experiências pessoais com o diabetes e, assim, ajudar outras pessoas que estão nessa descoberta. Hoje o blog é uma das minhas grandes paixões e carrega a mensagem de que a “Bete” não me limita, apenas me motiva. Acessa lá: www.eueabete.com.br!

Este conteúdo faz parte da edição 08 da revista Momento Diabetes. Compre aqui a sua.

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Caneta da saúde: benefício disponível no SUS para pessoas com diabetes

A caneta de insulina é um direito das pessoas com diabetes. Graças ao avanço da ciência e da tecnologia, as pesadas seringas de vidro, difíceis de transportar e manusear, deram lugar a tratamentos cada vez mais práticos, portáteis e com pouca margem de erro na dose de insulina, o que ajuda a reduzir episódios de hipoglicemia.

É o caso das canetas de insulina que, entre as diversas vantagens, oferecem maior facilidade e conforto na aplicação, tendo em vista que possuem uma agulha mais fina e curta em relação à seringa.

Elas começaram a ser fornecidas gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2018 e, recentemente, o Ministério da Saúde ampliou o acesso, disponibilizando as canetas preferencialmente a pessoas portadoras de diabetes tipo 1 e tipo 2 com menos de 19 anos ou com mais de 50 anos.

Porém, muita gente ainda não sabe deste benefício. Por isso, para divulgar esta informação e ajudar milhões de pacientes a controlar melhor o diabetes, a Novo Nordisk®, em parceria com várias organizações, lançou a campanha Caneta da Saúde.

“O diabetes não é uma condição individual. Trata-se de algo presente na vida de milhões de famílias e, neste novo cenário delicado de pandemia, há pessoas que estão no grupo de risco e podem desenvolver as formas mais graves da doença”, contextualiza a endocrinologista e diretora médica da Novo Nordisk®, Priscilla Olim Mattar.

“É nesse contexto que chega a campanha Caneta da Saúde, uma maneira de ajudar a manter em dia a saúde dessas pessoas que já sofrem com uma doença crônica. Tudo que precisamos evitar são episódios de hiper ou hipoglicemia, que podem levar o paciente para o pronto-socorro, o que pode expô-lo a riscos adicionais durante a pandemia”, destaca.

Caneta de insulina no SUS é direito de quem tem diabetes! Para conseguir a caneta de insulina no SUS é preciso ter uma prescrição médica. Então a dica é: consulte seu médico, descubra se essa tecnologia é a ideal para você e comece a escrever uma nova história repleta de saúde!

CAMPANHA

Um homem segura cinco canetas de insulina com a tampa azul e a etiqueta verde

Caneta preenchida com insulina que está disponível no SUS

Acesse o site www.canetadasaude.com.br e as redes sociais Facebook e Instagram (@acanetadasaude) para conferir diversas informações sobre como usar a caneta de insulina e controlar melhor o diabetes. Há também uma área destinada aos profissionais da saúde, com um exclusivo e-book.

*Conteúdo patrocinado pela Novo Nordisk®, líder global de saúde dedicada a promover mudanças para vencer o diabetes e outras doenças crônicas graves, como obesidade e distúrbios hematológicos e endócrinos raros. Isso é possível porque a Novo Nordisk® é pioneira em descobertas científicas disruptivas e trabalha para a ampliação do acesso aos seus medicamentos e na prevenção e cura de doenças.

Saiba mais em www.novonordisk.com.br e siga-nos nas redes sociais.
Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil LTDA.
BR21DI00006. Abril de 2021. Material destinado ao público em geral.

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Pâncreas artificial para pessoas com diabetes

Pâncreas artificial para pessoas com diabetes

Dois novos estudos envolvendo o pâncreas artificial para pessoas com diabetes tipo 1 foram apresentados no encontro anual da Associação Americana de Diabetes (ADA 2012), realizado na Filadélfia, no início do mês. Há mais de três décadas, pesquisadores estudam o mecanismo. Existem mais de dez estudos, em vários estágios de desenvolvimento, de acordo com Gary Steil, da Escola de Medicina de Harvard. Especialistas acreditam que dentro de 10 anos o pâncreas artificial será uma realidade.

Bomba de insulina

O dispositivo é uma espécie de bomba de insulina mais avançada. Ela faz tudo sozinha, funciona exatamente como um pâncreas real. Quem tem diabetes tipo 1 convive diariamente com as aplicações de insulina ou usa a bomba, que fornece o hormônio por meio de um pequeno catéter inserido sob a pele. Das duas formas, a pessoa tem de calcular a quantidade de insulina que precisa com base na taxa de açúcar no sangue, na quantidade de carboidratos que vão ingerir, e o quanto de atividade física farão. Devem tomar cuidado para não errarem no cálculo e ter hipoglicemias ou hiperglicemias.

Como funciona pâncreas artificial?

Com o pâncreas artificial a pessoa terá um sistema automatizado que consiste em um monitor contínuo de glicose, uma bomba de infusão e um medidor para calibrar e monitorar. Ter um pâncreas artificial significará ter um mecanismo de monitoramento dos níveis de açúcar no sangue, que sente quando o corpo precisa de insulina. Ele mesmo calcula a dose necessária, e aplica, sem que a pessoa fique controlando diretamente. Alguns dispositivos alertam quando os níveis estão elevados e basta a pessoa apertar um botão. Não é preciso fazer cálculo algum.

O que substitui o pâncreas?

Para o pesquisador Henry Anhalt,, diretor médico em Animas, que está desenvolvendo um dos sistemas. “o pâncreas artificial será um avanço porque somente dois terços dos diabéticos tipo 1 consegue manter o açúcar em níveis recomendados durante todo o dia”. A longo prazo, o diabetes não controlado pode levar a complicações, como lesões oculares, insuficiência renal, e doenças cardíacas. O dispositivo também seria importante para diminuir os ricos de hipoglicemia noturna.

“O pâncreas artificial é um conceito maravilhoso e temos a ciência e a tecnologia para chegar lá, mas tem que ser perfeito. Os estudos apresentados na reunião deste ano são pequenos passos em direção a essa meta”, considera a presidente da Associação Americana de Diabetes, Vivian Fonseca, pesquisadora da Universidade de Tulane, em Nova Orleans. “Temos de ver como os dispositivos funcionam na vida real em oposição a ambientes de pesquisa artificiais”, pondera Fonseca, que não estava envolvida diretamente com os trabalhos.

Conheça os alimentos ideais para diabéticos

Conheça os alimentos ideais para diabéticos


O diabético deve cortar alimentos como refrigerantes e balas e investir nas fontes de fibras solúveis.

Uma alimentação saudável é extremamente importante na vida dos diabéticos. A dieta para as pessoas que possuem a doença não precisa ser sem sabor nem sem tempero, mas ela deve ter alguns cuidados especiais.

De acordo com a nutricionista Bruna Murta, da rede Mundo Verde, o diabético deve cortar de sua dieta alguns alimentos: açúcar, mel, caldo de cana, melado, rapadura; carboidratos de alto índice glicêmico e pobres em fibras como refrigerantes, balas, biscoitos doces, farinha branca, bebidas alcoólicas, café, fumo e deve ainda evitar o consumo excessivo de sal.

O que uma pessoa com diabetes não pode comer?

A nutricionista diz que é importante que o paciente que tem diabetes pratique atividades físicas de forma regular e orientada, pois isso melhora a ação da insulina, contribuindo para o controle da glicose. “As refeições devem ser realizadas com intervalos máximos de três a quatro horas, totalizando de cinco a seis porções ao dia, evitando permanecer em jejum prolongado. É importante ainda realizar uma refeição leve antes de dormir e tomar café da manhã assim que acordar”, explica Bruna.

Alimentos que auxiliam no combate do diabetes:

Alimentos fontes de fibras solúveis: em contato com o líquido no interior do estômago formam uma espécie de “gel” que retarda o esvaziamento gástrico, dificultando o acesso das enzimas digestivas aos alimentos e retardando o aumento da glicemia.

Veja alguns exemplos de alimentos que são fontes de fibras solúveis:

Farinha ou biomassa de banana verde: fonte de amido resistente, um tipo de fibra solúvel;

Aveia: fonte de betaglucana;

Semente de linhaça: fonte de fibras solúveis e insolúveis, que retardam a absorção da glicose, além de ser rica em ômega 3, de ação antiinflamatória, que tem relação com o tratamento do diabetes;

Canela: a inclusão de canela na dieta de diabéticos melhora o controle da glicose. Isso porque a canela aumenta a sensibilidade do organismo à ação da insulina;

Aloe Vera: é fonte da fibra solúvel glucomannam, responsável pela ação da aloe vera na redução do nível de glicose.

Vegetais folhosos verde escuros, oleaginosas, cereais integrais e sementes: além de serem fontes de fibras são ricos em magnésio, mineral que melhora a ação da insulina, facilitando o transporte de glicose para dentro das células.

Levedo de cerveja, cereais integrais, cogumelos, oleaginosas, gérmen de trigo, brócolis: são fontes de cromo, mineral que potencializa a ação da insulina.

Cereais integrais, oleaginosas, carnes e ostras: são fontes de zinco. A deficiência dele está relacionada à diminuição da secreção da insulina, levando ao aumento dos níveis de glicose.

Flavonóides encontrados nas frutas, chá verde e suco de uva integral: úteis no tratamento do diabetes e na prevenção e controle das complicações crônicas.