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Diabetes afeta a rotina familiar de 80% dos pacientes brasileiros

Fazer a contagem de carboidratos a cada refeição, aplicar a insulina, monitorar a glicemia e viver em um estado constante de atenção aos sinais do próprio corpo para antever algum problema. Esses e outros desafios estão presentes diariamente nas vidas dos 12,5 milhões de brasileiros que vivem com diabetes.

Agora, uma pesquisa inédita mapeou os impactos da doença na rotina de pacientes e familiares. O diabetes afeta a rotina familiar de 80% dos pacientes brasileiros. Essa é apenas uma das revelações do estudo “Os altos e baixos do diabetes na família brasileira“, que traçou as dificuldades, desafios e caminhos para viver com mais qualidade de vida.

Os resultados desta pesquisa foram divulgados durante a edição 2020 do EndoDebate, evento online de educação médica que contará com alguns dos principais especialistas no assunto.

Realizado entre maio e junho deste ano, o estudo é resultado de uma parceria entre o Endodebate, o departamento de inteligência do Grupo Abril e a Novo Nordisk, empresa global de saúde dedicada a promover mudanças para vencer o diabetes e outras doenças crônicas graves, como obesidade e distúrbios hematológicos e endócrinos raros. Ao todo, foram ouvidas 1.384 pessoas entre pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 que fazem uso de insulina, além de suas famílias, residentes nas regiões norte, sul, sudeste, centro-oeste e nordeste do Brasil.

Alguns destaques da pesquisa

Embora seis em cada dez familiares participem dos cuidados relacionados à manutenção do tratamento e saúde dos pacientes com diabetes, como compras de medicamentos, alimentação, monitorização e uso de insulina, o levantamento mostrou que cinco em cada dez admite não estar preparada para ajudar no manejo da hipoglicemia – quando há a queda nos níveis de açúcar no sangue, um quadro que pode levar a desmaios ou mesmo à morte – por exemplo, ainda que admita a sua gravidade.

Ao todo, mais de 40% dos pacientes alegam enfrentar quadros de queda dos níveis de açúcar no sangue com frequência. Apesar de a maioria das pessoas do eixo familiar consultada pela pesquisa ser constituída por pais ou cônjuges, 15% deles sequer sabe com qual tipo de diabetes vive seu parente em questão.

Engajamento familiar

Para Marília Fonseca, gerente médica da Novo Nordisk, os números revelam uma oportunidade de integração e engajamento das famílias nas mudanças de hábitos e adequações para que o paciente se sinta mais estimulado e propenso a ter um melhor domínio sobre a doença e a sua saúde.

“Precisamos integrar o tratamento e o monitoramento como parte da rotina diária da família. O diabetes não impede um paciente de seguir com a sua vida, estudar, trabalhar, amar, ter sucesso e ser feliz mas, para isso, é importante encará-lo com responsabilidade. É muito importante que os familiares entendam o que é o diabetes e, além disso, compreendam suas responsabilidades no auxílio ao tratamento e manejo da doença, pois trata-se de uma condição crônica a ser enfrentada por toda a vida e que requer uma rede de apoio”, destacou.

Barreiras do tratamento com insulina

O estudo reforça que a utilização da insulina tem um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes e reflexos na esfera familiar. Entretanto, o despreparo no cuidado com o diabetes está presente até mesmo em quem vive com a doença.

Segundo a pesquisa, embora 70% das pessoas com diabetes entrevistadas utilizem insulina há pelo menos cinco anos, 43% assumiram não usá-la quando deveriam, falha que atribuem à falta de tempo, esquecimento ou por terem de medir a glicose. Por outro lado, mais da metade acha que a primeira orientação do médico sobre o uso da insulina não foi plenamente satisfatória. Motivos que, somados, tornam o tratamento com a insulina bastante difícil.

De acordo com as respostas à pesquisa, 45% dos respondentes alegaram que a rotina de aplicações do hormônio impacta o eixo familiar dos pacientes, 49% a rotina de trabalho, estudos e vida social; 58% o bem-estar mental; 60% o lazer e 63% as finanças.

Além de revelar uma presença preocupante de erros de conduta na utilização da insulina, especialmente no que diz respeito à insulina de ação rápida (utilizada no momento ou após as refeições) devido à falta de compreensão e/ou adesão à prescrição médica, muitos pacientes atribuem o custo e o acesso, assim como o conforto no uso, como algumas das principais barreiras no tratamento.

Outro ponto de atenção é o fato de mais de 40% dos pacientes se valer de uma dose fixa de insulina, hábito que pode propiciar desequilíbrios nos níveis glicêmicos, bem como episódios de hipoglicemia, considerada um desafio na rotina de pelo menos quatro em cada dez pessoas com diabetes. Tudo isso somado à falta de preocupação com o controle glicêmico. Apenas quatro em cada dez pacientes realizam a contagem de carboidratos a serem ingeridos e 41% sequer mede a glicose após as refeições.

Distanciamento entre médico e paciente

Durante a fase de isolamento social da pandemia, mais da metade das pessoas com diabetes afirmaram não ter um canal de comunicação com seu médico além da consulta presencial. Apesar da maioria dos pacientes ter sido diagnosticada há pelo menos dez anos, muitos desconhecem as causas e não sabem reconhecer os sintomas ou a ausência deles em casos de hipoglicemia, por exemplo, além de terem percepção limitada quando o assunto são as consequências da doença a longo prazo, como as complicações cardiovasculares.

Segundo o endocrinologista e curador do estudo, Carlos Eduardo Barra Couri, há espaço para que médicos e outros atores ampliem a conscientização sobre a rotina, com foco na qualidade de vida e em menos riscos decorrentes do diabetes.

“São informações diretamente ligadas ao dia a dia do nosso consultório e ao futuro do diabetes. Precisamos cada vez mais trocar experiências e conhecimento e tudo isso pode ajudar ainda mais na busca por soluções e caminhos que tragam uma melhor qualidade de vida aos pacientes brasileiros”, disse.

Disparidade entre conhecimento e prática

Estima-se que mais de 13 milhões de brasileiros vivam com o diabetes1 atualmente. Embora muitos tenham conhecimento das principais medidas de saúde inerentes à doença, o estudo revela ainda uma disparidade com essas adesões na prática. Enquanto 81% dos entrevistados admitem a importância de uma alimentação saudável, por exemplo, apenas 24% a adotam em suas refeições. Já em relação às atividades físicas, 69% entendem a contribuição dos exercícios para a qualidade de vida, mas somente 25% os incorporam em suas rotinas.

Confira todos os resultados do estudo “Os altos e baixos do diabetes na família brasileira” clicando aqui.

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Chegou a edição 23 da Revista Momento Diabetes. Atualize-se!

A edição 23 da Revista Momento Diabetes chegou! São 64 páginas de muito conteúdo, receitas e dicas importantes para você cuidar da sua saúde!

Um dos temas de destaque desta edição está relacionado à saúde mental das pessoas com diabetes durante a pandemia. Na seção Em Pauta, a jornalista Beatriz Libonatti entrevistou alguns pacientes que contraíram Covid-19. Eles contaram como foi viver os 14 dias de dor e medo. Nossa repórter também conversou com uma psicóloga, que trouxe orientações importantes que podem nos ajudar a enfrentar esse momento com saúde mental. Na medida do possível, vamos em frente.

Esse “seguir adiante” está um pouco diferente, é verdade. Digitalmente diferente. Estamos trabalhando de casa, conversando com parentes e amigos por videoconferência e nos informando mais de forma online. Agora, mais do que nunca, faz parte! E nós, da Momento Diabetes, temos investido nos nossos canais digitais, atualizando constantemente as informações. Espero que você esteja nos seguindo lá nas redes sociais!

Para sair um pouco do tema do coronavírus, estamos trazendo uma reportagem há muito tempo pedida pelos nossos leitores e seguidores: cirurgia bariátrica para quem tem diabetes. Será que funciona mesmo? Quem pode fazer? A matéria de capa, investigamos esse assunto. Afinal, se você pergunta, a gente corre atrás da informação e traz aqui!

Para ajudar você a superar essa pandemia com informação, estamos disponibilizando gratuitamente o acesso à edição 23 da Revista Momento Diabetes. Até o dia 31/07, você pode fazer o download pelo link abaixo. Legal, né? Aproveite para se manter muito bem informado.

CLIQUE AQUI E BAIXE A EDIÇÃO 23 DA REVISTA MOMENTO DIABETES. (disponível até 30/07)

A revista Momento Diabetes nº 23 tem as seguintes seções e matérias:

Medtronic Apresenta – Conheça o diretor Carlos Stutz
Giro Saúde – Nova insulina e eventos online são os destaques da edição
Novo Nordisk Apresenta – Ações solidárias na quarentena
Dicas da Momento – Presentes e utilidades que você vai adorar
Em Pauta – SOS saúde mental na pandemia
Seu Direito – Isolamento social é um direito garantido por lei?
Biomm Apresenta – 5 informações úteis sobre insulina inalável
Bem Viver – As experiências de quem tem mais de 40 anos de diabetes
BD Apresenta – Animais docinhos: como tratar o diabetes em pets
KIDs – Brinquedo terapêutico ajuda naaceitação do diagnóstico
Capa – Quando a cirurgia metabólica é recomendada?
Diário de Bordo – Mário Márcio e a Academia dos Novos Diabéticos
Hora do Treino – Como tomar gosto pela atividade física
Ping Pong – Entrevistamos Dr. Mauro Scharf, do Centro de Diabetes Curitiba
Na Feira pelo Brasil – Pinhão, maçã, lentilha e butiá: você conhece esses alimentos?
Momento Delícia – Especial: receitas típicas da região sul
Vi Por Aí – Heróis sem capa

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Movimento Divabética lança campanha de conscientização sobre métodos contraceptivos

Com o intuito de desmistificar o uso do contraceptivo para mulheres com diabetes e estimulá-las a se conscientizarem de forma segura em relação ao planejamento familiar,  o Movimento Divabética promove a Campanha de Conscientização do Dia Mundial da Contracepção, 26 de setembro. A iniciativa começará nesta data, envolvendo este público em uma campanha totalmente digital.

Fabiana Couto, fundadora do Movimento, aponta que “as mulheres com diabetes geralmente são desencorajadas a utilizar o contraceptivo, pois o ginecologista pode ter receio de que o hormônio do medicamento possa interferir na saúde delas e levá-las a desenvolver as complicações do diabetes mais cedo, porém, é preciso informar que hoje em dia temos opções de contraceptivos mais seguros para a mulher com diabetes e que possibilitam o planejamento familiar”.

Dados do estudo “Nascer no Brasil: Inquérito sobre Parto e Nascimento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)”, com uma amostra de 24 mil mulheres, de 191 municípios, publicados em 2012, indicam que 55% das brasileiras, que dão à luz não planejam a gravidez, dado ainda mais agravado dentre a população de mulheres com diabetes.

Outro estudo publicado em 2018 mostrou que somente 37,6% das mulheres com diabetes usam métodos contraceptivos altamente eficazes, contra 28,8% que não usam. (Britton LE. J Mid Womens Health. 2018;00:1-10).

Sabe-se que gravidez não planejada e gestações repetidas subsequentes resultam em maiores taxas de depressão materna, baixo peso ao nascer do recém-nascido, baixas taxas de amamentação, além de complicações durante a gravidez, entre outras questões.

Para as mulheres com diabetes, as complicações são ainda mais presentes pela necessidade de um controle das taxas glicêmicas ainda mais assertivo. Se não houver este controle, há outros riscos adicionais em uma gravidez não planejada, como problemas cardíacos congênitos e mielomeningocele e de má formações com dificuldades na espinha bífida, o fechamento incompleto do canal da coluna vertebral ou até mesmo o aborto e excesso de peso do bebê.

Por isso, o Movimento Divabética fará a Campanha de Conscientização do Dia Mundial da Contracepção, que começa no dia 26 de setembro. A iniciativa terá uma live num formato diferenciado com a participação do público através de perguntas e respostas, no dia 28 de setembro, às 19h, no Facebook do Movimento Divabética, com a participação da ginecologista Thais Emy Ushikusa e de Alexandra Ruppel, que tem diabetes há mais de 30 anos.

Após a live, haverá ainda depoimentos e posts para chamar a atenção de todas as mulheres com diabetes a respeito da temática. 

Imagem de capa: Freepik

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SBD lança manual para cuidados do pé diabético durante a pandemia

Ciente da necessidade adaptação de rotinas, neste período de pandemia, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) lança o manual Cuidados com os pés em pessoas com diabetes em tempos de Covid-19.

Com linguagem simples e acessível, esse maual apresenta uma compilação das principais recomendações para a prevenção de feridas, infecções e outras complicações. Estima-se que cerca de 20% da população com diabetes desenvolva algum problema nos pés, no decorrer da vida. Atualmente, cerca de 16 milhões de brasileiros convivem com a doença.

O manual divide-se em seis capítulos que se debruçam sobre avaliação doméstica dos pés, autoexame, cuidados com calçados, como lidar com feridas e curativos, e como agir em caso de infecções. A construção foi realizada por equipe interdisciplinar, composta por profissionais que atuam, diretamente, na atenção dos pés da pessoa com diabetes.

“Esses cuidados estão descritos na literatura. Nesse projeto, nosso trabalho foi adequá-los à realidade de quem está em casa. Neste cenário de Covid-19, os pacientes com diabetes têm um risco agregado a esta doença e as medidas de precaução e isolamento físico/social são preconizadas”, comenta a endocrinologista Dra. Maria Cândida Parisi, coordenadora do Departamento de Doenças nos Pés e Neuropatias da SBD.

Pessoas com diabetes desenvolvem maior risco para os pés surge, predominantemente, em decorrência da neuropatia periférica. Essa complicação do diabetes gera diminuição da sensibilidade protetora. Como consequência, a pessoa fica mais suscetível a ferir-se sem perceber. Em muitos casos, o diabetes também impacta a circulação sanguínea, ocasionando maior dificuldade de cicatrização.

“Nossa prioridade é evitar que a pessoa se machuque. Lembrando que, após a ocorrência de uma ferida, cujo risco de infecção é grande, a situação vai ficando cada vez mais complexa, e muitas vezes evolui para necessidade de cirurgia e amputação”, disse Malerbi.

Amputações

O diabetes é a primeira causa de amputações não traumáticas em membros inferiores no mundo. Estima-se uma amputação a cada 20 segundos, em decorrência do diabetes.

O presidente da SBD, Dr. Domingos Malerbi, destaca ainda que esses pequenos ferimentos e infecções podem iniciar-se muito facilmente, nas atividades cotidianas.

“É muito comum as pessoas se machucarem ao andarem descalças, elas podem pisar em objetos pontiagudos. Ou mesmo, durante dias frios, quando utilizam aquecedores e bolsas de água quente para esquentar os pés. Esse manual foi desenvolvido orientar sobre os riscos que esse tipo situação cotidiana pode apresentar para pessoas que têm sensibilidade diminuída em decorrência do diabetes”, descreve ele.

Para acessar o manual Cuidados com os pés em pessoas com diabetes em tempos de Covid-19 basta acessar o link //www.diabetes.org.br/diabetes/sociedade-brasileira-de-diabetes-lanca-manual-para-cuidados-com-o-pe-diabetico-durante-a-pandemia/.

CONFIRA TAMBÉM:

Por que a pele de quem tem diabetes é mais propensa a complicações?

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O que é diabetes?

No Brasil, 16,8 milhões de pessoas têm diabetes, de acordo com a 9ª Edição do Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), divulgada em 2019. É um número bastante alto, que coloca o Brasil na 5ª posição no ranking de país com maior número de pessoas com a doença.

Ainda segundo a IDF, no mundo, existem 463 milhões de pessoas com diabetes, e a perspectiva de novos diagnósticos até 2045 não é boa: estima-se que haverá um aumento de 51% de casos, totalizando 700 milhões de diabéticos no planeta.

Diante desses dados, fica evidente a importância de entender o que é o diabetes e o que fazer para evitá-lo (no caso de quem não tem) ou tratá-lo (no caso de quem foi diagnosticado).

Além disso, é importante saber que existem diferentes tipos de diabetes, cada um com diferentes terapias já que os sintomas e os medicamentos podem variar.

Diabetes tipo 1

Para começar, a endocrinologista Denise Costa, do Hospital Barra D’Or, do Rio de Janeiro, explica que: “O diabetes tipo 1 acontece quando o pâncreas não é capaz de produzir o hormônio insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo , ou quando este hormônio não é capaz de agir de maneira adequada quando se trata do tipo 2”.

Assim, o pâncreas da pessoa com diabetes tipo 1 (DM1) produz pouca ou nenhuma insulina, pois suas células sofrem o que chamamos de destruição autoimune. Por isso, a pessoa com diabetes tipo 1 necessita de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais.

Quando se trata deste tipo de diabetes, o diagnóstico ocorre geralmente em crianças ou adolescentes previamente saudáveis e muitas vezes sem histórico familiar. Mas há casos em adultos também.

Entre os sintomas estão:

Urinar excessivamente
• Beber bastante água
• Sentir muita fome além do normal
Perder muito peso, mesmo comendo bastante.

 

Diabetes tipo 2

Enquanto isso, o diabetes de tipo 2 é mais frequente em pessoas com idade acima de 40 anos ou em pessoas obesas, embora, atualmente, apresente-se também em jovens e até adolescentes, em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse da vida urbana e representa 90% dos casos de diabetes.

Nessas pessoas, o pâncreas ainda fabrica insulina, porém sua ação é prejudicada por algum motivo, quadro chamado de resistência insulínica e seu tratamento pode incluir medicamentos orais e, em algumas situações, aplicação de insulina.

Neste caso, os sinais são silenciosos e podem ser percebidos quando o diabetes já está em estágio avançado.

Alguns dos sintomas são:

Urina em excesso
• Muita sede e, consequentemente, vontade de beber bastante água
• Aumento do apetite
• Perda de peso
• Cansaço
• Vista embaçada
• Infecções frequentes, especialmente na pele.

Diabetes gestacional

Este tipo de diabetes pode ocorrer em qualquer mulher saudável durante a gravidez, entretanto, alguns fatores facilitam o desenvolvimento deste tipo de diabetes, por exemplo a idade materna avançada, o ganho de peso em excesso durante a gestação, sobrepeso ou obesidade, históricos de partos de bebês grandes (mais de 4 kg), hipertensão arterial e gestação de gêmeos.

Quando se trata do diabetes gestacional, o tratamento pode variar de pessoa para pessoa, mas o controle de peso permanece sendo a maior recomendação e, apesar deste tipo de diabetes desaparecer após o nascimento do bebê, é recomendado que a mãe redobre a atenção a sua saúde, para não desenvolver o tipo 2.

Tratamento, diagnóstico e prevenção

De forma geral, em todos os casos, é essencial a adoção de hábitos saudáveis e a deixa do sedentarismo, exercitando-se com regularidade.

Lembrando que exames de sangue podem detectar o diabetes, e caso exista elevação da glicose (açúcar no sangue), exames adicionais devem ser realizados para confirmar o diagnóstico, desta forma, fazer consultas médicas e exames periodicamente fazem parte do autocuidado.

O diabetes tipo 2 pode ser evitado com uma melhora no estilo de vida, baseado na prática de atividade física regular, na adesão de hábitos alimentares saudáveis, por exemplo, com o aumento de fibras na dieta e a partir do controle de peso.

No caso do tipo 1, o tratamento e os bons hábitos ajudam a prevenir as complicações e manter a glicemia sob controle, evitando transtornos.

No final das contas, o melhor tipo de diabetes é o controlado, e com informação e cuidado é possível reverter o cenário de aumento de casos.

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Saiba como a insulina inalável age no corpo

“Uso a insulina inalada em ocasiões especiais e estou satisfeita”, diz médica endocrinologista, que tem DM1 há 34 anos e está usando a insulina inalável.

Solange Travassos, médica endocrinologista, do Rio de Janeiro, conta como tem sido a experiência com esse novo medicamento.

1. Quando a senhora começou a usar a insulina inalável?

Dra. Solange Travassos: Estou usando a insulina inalada há cerca de dois meses. Eu uso bomba de infusão com sensor de glicemia, por isso, só uso a insulina inalável em momentos bem especiais e estou satisfeita com os resultados.

2. Em quais situações?

Dra. Solange: Para corrigir hiperglicemias, por exemplo. Quando minha glicemia está acima de 200 mg/dL, aspiro um cartucho de insulina inalável com baixa dosagem. Ou quando pretendo comer algo diferente, um alimento que tenha uma quantidade maior de carboidrato do que estou acostumada a ingerir e quero um resultado rápido, sem ter que esperar os 15 minutos para poder comer. Nesses casos, inalo a insulina, pois ela age em cerca de 10 minutos no organismo.

3. Então, uma das vantagens da insulina inalada é a ação rápida no organismo?

Dra. Solange: Isso mesmo! Trata-se de uma insulina de ação ultrarrápida, apresentada no formato de pó. Ela vem em cartuchos que são inseridos em um inalador pequeno. Ao apertarmos esse inalador, o “comprimido” de insulina se quebra, transformando-a em pó, e permitindo que seja inalada pela boca. Por isso, a ação da insulina inalável é muito rápida e tem pico de ação em 30 minutos. Outro ponto interessante é que dentro de 2 horas, em média, ela é eliminada do organismo.

4. É preciso fazer algum exame específico antes de usar a insulina inalável?

Dra. Solange: Sim. Eu tive que fazer a espirometria, que avalia as funções pulmonares. Todas as pessoas que desejam usar a inalável devem se consultar antes com um médico, que certamente pedirá esse exame.

5. Quem pode usar a insulina inalável?

Dra. Solange: Até o momento, os estudos foram liberados apenas para maiores de 18 anos. Gestantes e pessoas com doenças pulmonares, como bronquite, asma entre outras, também não têm indicação de uso.

A insulina inalada é apresentada no formato em pó, dentro de cartuchos que são inseridos em um inalador pequeno.

A BIOMM conta com um programa de suporte aos pacientes para facilitar a adesão ao tratamento prescrito por seu profissional de saúde. Além de oferecer descontos exclusivos, o MAIS SAÚDE BIOMM traz opções de atendimento remoto, instruções de uso dos inaladores Afrezza e endereços das farmácias perto de você. Saiba mais em: www.maissaudebiomm.com.

*Conteúdo patrocinado pela empresa BIOMM.

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Por que eu tenho diabetes? Uma das maiores dúvidas de pacientes e familiares

Saber por que o diabetes apareceu é uma pergunta comum de quem acabou de receber o diagnóstico. Embora as causas do diabetes não estejam totalmente esclarecidas, entender alguns pontos importantes ajuda no processo de aceitação e no próprio tratamento.

A repórter Sheila Vasconcellos, que tem diabetes tipo 1 há 35 anos, se questionou muito sobre isso durante um bom tempo e foi atrás de especialistas para entender o assunto. O resultado está na matéria de capa da edição 26 da revista Momento Diabetes, disponível na versão digital ou impressa para leitores de todo o Brasil.

A reportagem traz explicações e muitas reflexões para quem ainda se pergunta sobre as causas do diabetes. Endocrinologistas e psicólogos esclarecem os mitos envolvendo o diabetes e deixam claro que quem tem diabetes não deve se sentir culpado.

As 64 páginas da revista ainda oferecem informações que ajudam o leitor a lidar com o diabetes de uma forma mais leve e consciente. Confira os temas desta edição e comece a ler a edição agora mesmo!

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Boa leitura!
Letícia Martins
Diretora de redação da Momento Diabetes

Conteúdo da Edição 26:
São 64 páginas de conteúdo de qualidade para você ficar bem informado em diabetes. Confira as principais matérias:

Matéria de CAPA
Por que logo eu? Investigamos as causas do diabetes

Medtronic Apresenta
Baixe seu e-book
sobre a evolução do tratamento do diabetes

Giro Saúde
Acompanhe as novidades da área

Centenário da Insulina
Curiosidades sobre essa data marcante

Dicas da Momento
Aplicativos e podcasts gratuitos

Novo Nordisk Apresenta
Desafio Alimentação Saudável vai premiar projetos promissores

Família-pâncreas
A importância da família no processo de aceitação do diabetes

Em Pauta
Como funciona e o que provoca a resistência insulínica

Biomm Apresenta
Você sabe o que é insulina biossimilar?

Bem Viver
Vacina contra a Covid-19: por que precisamos dela

BD Apresenta
Aplicativo BD Diabetes Care te ajuda no verão

ENTRE DIVAbéticas
Transtorno alimentar e o diabetes

Diário de Bordo
Rubão diabético e a filha general: uma parceria bem-humorada

Hora do Treino
A função endócrina dos nossos músculos

Na Feira pelo Brasil
Cacau, macaxeira, jerimum: eta coisa boa!

Momento Delícia
Especial: receitas típicas do Nordeste

Vi Por Aí
Reservado para a vacina

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Conheça o pâncreas artificial

Quando se trata de tecnologia, toda pessoa com diabetes sonha com um sistema automático que seja capaz de controlar sozinho os níveis de glicose sem que o usuário precise se preocupar com nada. Em inglês, trata-se do “fit and forget”, ou seja, use e esqueça.

O desenvolvimento dos sistemas automáticos de entrega de insulina tem vários nomes, os mais conhecidos são “pâncreas artificial”, “pâncreas biônico” ou mesmo “sistema de alça-fechada”. Todos compartilham o mesmo método: um monitor contínuo de glicose (CGM) conectado a um algoritmo inteligente que ajusta a infusão de uma bomba de insulina. O resultado: maior tempo na meta e menos hipoglicemias. Não é bom?

Atualmente já está disponível no mercado de alguns países o Sistema Medtronic 670G®, que é chamado de sistema de alça fechada híbrido. Trata-se de uma transição entre os sistemas manuais e os automatizados de pâncreas artificial. Nele, o usuário precisa apenas informar a quantidade de carboidratos que irá utilizar para impedir uma hiperglicemia pós-prandial. Na linguagem do usuário, os bolus são manuais.

Também é necessário calibrar o sensor de glicose 2 a 3 vezes ao dia, através da glicemia capilar. Todo o controle da glicose nos períodos de jejum é feito automaticamente pelo sistema através de uma infusão basal de insulina regulada pelo algoritmo. Os resultados são animadores na prática e os estudos conseguem demonstrar uma obtenção de tempo na meta acima de 70%.

Em janeiro de 2020, foi lançado nos Estados Unidos o Sistema Tandem t:slim X2® com a tecnologia Control-IQ®. Este é um passo a mais rumo à automatização. O sistema se assemelha ao Sistema Medtronic 670G em relação ao controle automático da insulina basal. Os diferenciais são 2: não há necessidade de calibrar o sensor de glicose Dexcom G6® com a glicemia capilar e o sistema providencia automaticamente um bolus de correção toda a vez que prever um valor de glicose acima de 180 mg/dL nos próximos 30 minutos.

Já é um tanto a mais de automatização, porém ainda não é o pâncreas artificial completo, como se promove na mídia. O usuário ainda precisará contar os carboidratos da alimentação e informar ao sistema para que haja o bolus alimentar. Mesmo assim os resultados do sistema são animadores e o tempo na meta obtido nos estudos ultrapassa 70%.

A Medtronic promete para meados de 2020 um upgrade com o lançamento do sistema 780G®. Esse novo sistema tentará obter um tempo na meta acima de 80%. Para isso, além das funcionalidades do 670G, ele trará também os bolus de correção automáticos com correções que buscam uma meta de glicose de 100 mg/dL. O seu antecessor, por segurança, coloca o objetivo normalmente em 120 mg/dL. Além disso, trará conectividade por bluetooth, o que permitirá o compartilhamento de dados na nuvem através do smartphone, com cuidadores, parentes e profissionais da saúde.

Os novos sistemas da Tandem e da Medtronic são o elo entre a bomba de insulina comum e o verdadeiro pâncreas artificial. Além de fornecerem um excelente controle da glicose nos períodos sem alimentação, já são capazes de controlar ao menos parcialmente os picos hiperglicêmicos com bolus automáticos de insulina. Falta muito pouco para a automatização completa, mas com essas tecnologias o tempo na meta acima de 70% já poderá ser considerado uma realidade para a maioria dos usuários.

E a corrida rumo ao pâncreas artificial não para por aí. Outras empresas e consórcios detêm equipamentos em fase de pesquisas, utilizando-se de sistemas de um hormônio (insulina) ou bi-hormonais (insulina e glucagon). Assim, o objetivo de se atingir um tempo na meta considerado seguro com o mínimo de hipoglicemias parece cada vez mais próximo.

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Caneta da saúde: benefício disponível no SUS para pessoas com diabetes

A caneta de insulina é um direito das pessoas com diabetes. Graças ao avanço da ciência e da tecnologia, as pesadas seringas de vidro, difíceis de transportar e manusear, deram lugar a tratamentos cada vez mais práticos, portáteis e com pouca margem de erro na dose de insulina, o que ajuda a reduzir episódios de hipoglicemia.

É o caso das canetas de insulina que, entre as diversas vantagens, oferecem maior facilidade e conforto na aplicação, tendo em vista que possuem uma agulha mais fina e curta em relação à seringa.

Elas começaram a ser fornecidas gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2018 e, recentemente, o Ministério da Saúde ampliou o acesso, disponibilizando as canetas preferencialmente a pessoas portadoras de diabetes tipo 1 e tipo 2 com menos de 19 anos ou com mais de 50 anos.

Porém, muita gente ainda não sabe deste benefício. Por isso, para divulgar esta informação e ajudar milhões de pacientes a controlar melhor o diabetes, a Novo Nordisk®, em parceria com várias organizações, lançou a campanha Caneta da Saúde.

“O diabetes não é uma condição individual. Trata-se de algo presente na vida de milhões de famílias e, neste novo cenário delicado de pandemia, há pessoas que estão no grupo de risco e podem desenvolver as formas mais graves da doença”, contextualiza a endocrinologista e diretora médica da Novo Nordisk®, Priscilla Olim Mattar.

“É nesse contexto que chega a campanha Caneta da Saúde, uma maneira de ajudar a manter em dia a saúde dessas pessoas que já sofrem com uma doença crônica. Tudo que precisamos evitar são episódios de hiper ou hipoglicemia, que podem levar o paciente para o pronto-socorro, o que pode expô-lo a riscos adicionais durante a pandemia”, destaca.

Caneta de insulina no SUS é direito de quem tem diabetes! Para conseguir a caneta de insulina no SUS é preciso ter uma prescrição médica. Então a dica é: consulte seu médico, descubra se essa tecnologia é a ideal para você e comece a escrever uma nova história repleta de saúde!

CAMPANHA

Caneta preenchida com insulina que está disponível no SUS

Acesse o site www.canetadasaude.com.br e as redes sociais Facebook e Instagram (@acanetadasaude) para conferir diversas informações sobre como usar a caneta de insulina e controlar melhor o diabetes. Há também uma área destinada aos profissionais da saúde, com um exclusivo e-book.

*Conteúdo patrocinado pela Novo Nordisk®, líder global de saúde dedicada a promover mudanças para vencer o diabetes e outras doenças crônicas graves, como obesidade e distúrbios hematológicos e endócrinos raros. Isso é possível porque a Novo Nordisk® é pioneira em descobertas científicas disruptivas e trabalha para a ampliação do acesso aos seus medicamentos e na prevenção e cura de doenças.

Saiba mais em www.novonordisk.com.br e siga-nos nas redes sociais.
Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil LTDA.
BR21DI00006. Abril de 2021. Material destinado ao público em geral.

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Diabetes: a cetoacidose é grave e requer urgência no atendimento

Mais comum em pacientes com diabetes tipo 1 (DM1), a cetoacidose diabética é uma emergência médica, caracterizada quando os níveis de açúcar no sangue (glicose) estão muito elevados e acompanhados do aumento da quantidade de cetonas. “A cetoacidose também pode acontecer em pacientes com diabetes tipo 2”, alerta a Dra. Andressa Heimbecher, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

A falta de insulina no organismo desses pacientes é o primeiro sinal da cetoacidose: o nível de açúcar no sangue vai aumentando e as células sofrem com a falta de energia. “Para evitar que as células parem de funcionar, o organismo passa a usar os estoques de gordura para gerar energia. Só que nesse processo em que o corpo usa a gordura como energia, formam-se as cetonas, que por sua vez são substâncias ácidas que desequilibram a composição sanguínea. Se essa condição não for tratada com urgência pode levar o paciente ao risco de morte”, explica a endocrinologista.

A cetoacidose é uma complicação mais comum nos pacientes com DM1, pois o organismo deles não produz insulina. Já nos pacientes com diabetes tipo 2, a cetoacidose pode ocorrer em decorrência de uma infecção ou quando o diabetes está sem controle.

Entre os sintomas da cetoacidose estão: aumento do volume de urina, boca seca, níveis de glicose no sangue elevados, mal-estar, dor abdominal e vômitos. “O hálito fica com cheiro de acetona/fruta podre. É importante levar esse paciente com urgência a um pronto atendimento”, alerta a médica.

Abaixo, seguem as dicas da Dra. Andressa para prevenir a cetoacidose diabética:

Fazer acompanhamento médico regular;
Aplicar corretamente as injeções de insulina;
Medir a glicemia;
Fazer controle da dieta para evitar alimentos com alto teor de açúcar e que podem levar à cetoacidose.

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“Di” De Diogo e de Diabetes

Com o apoio dos pais, diogo, de apenas 8 anos, utiliza seu Canal no Youtube e nas redes sociais para incentivar outras Crianças a tomar insulina sem medo.

 

Olá! Meu nome é Viviane Bianconi, moro em Santos, litoral paulista e sou mãe do Diogo, diagnosticado com diabetes aos 4 anos de idade. Na época, ele começou a ir muitas vezes ao banheiro para urinar, pedia garrafa de água para beber à noite e mesmo assim acordava para tomar mais. Um dia, fui no banheiro e encontrei o vaso sanitário cheio de formigas em volta. Foi aí que meu marido e eu resolvemos pesquisar na internet e descobrimos que tudo isso eram sintomas de diabetes. Tínhamos um aparelho de medir glicemia, que era da avó do meu marido, e na manhã seguinte, em jejum, fizemos o teste. No visor do glicosímetro apareceu a palavra high, que indica que a taxa de açúcar no sangue está acima de 500 mg/dl. Nesse momento percebemos a gravidade da situação e corremos para o hospital.

O Diogo só não entrou em cetoacidose porque tudo foi percebido no início. A partir daquele dia começamos nossa saga e o tratamento, utilizando caneta de insulina. Além do medo de causar dor nele, tínhamos várias dúvidas: O que ele poderia comer? Como seria na escola? Como iríamos conciliar o trabalho fora de casa e os cuidados para controlar o diabetes? Não achei outra solução a não ser parar de trabalhar para me dedicar a ele. Na escola tive sorte, pois todos abraçaram a causa e juntos aprendemos a lidar com a disfunção. Fiquei bastante tempo lá ensinando tudo com muita paciência para que as professoras se sentissem seguras para lidar com um aluno com diabetes.

Muita coisa mudou para melhor quando meu filho começou a terapia com bomba de infusão de insulina, há 3 anos. A bomba deu a ele mais liberdade e qualidade de vida, e a adaptação foi ótima. Como sou jornalista, sentia grande necessidade de trocar experiências com mães de docinhos que estivessem passando as mesmas dificuldades e dúvidas que eu. Foi aí que resolvi criar uma página no Facebook (facebook.com/didediabetes) e um canal no Youtube (bit.ly/di-de-diabetes), nos quais o próprio Diogo dá dicas e conta sobre os medos, as vontades e as lições dele com o diabetes, sempre com muito bom humor.

Para mim, meu filho é um guerreiro. Ele diz que fica muito feliz toda vez que encoraja alguma criança que tem medo de colocar bomba de insulina. Ajudar os outros por meio dos vídeos e das redes sociais faz muito bem a ele. Além de aprender mais sobre o diabetes, fizemos muitas amizades e ganhamos fôlego para enfrentarmos o dia a dia da doença e todos os altos e baixos que ela tem. Hoje sabemos que não estamos sozinhos, e a cada dia aumenta nossa confiança de que, enquanto não há cura para o diabetes, o bom controle e os hábitos saudáveis são o caminho certo para a vida do Diogo.

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Mãe-pâncreas: uma vida de entrega e superação

Ao descobrir o diabetes no filho ainda bebê, Fernanda mudou de profissão e de vida para garantir a ele um futuro com saúde.

 

Meu nome é Fernanda Cristina Carrasco, moro em Arapongas (PR) e sou mãe do Enzo, diagnosticado com diabetes tipo 1 quando tinha apenas 1 ano e 11 meses de idade. Essa descoberta mudou toda a nossa vida e deixou meu mundo, inicialmente, de cabeça para baixo.

Na época, eu havia recebido uma proposta de emprego e, por isso, matriculei o Enzo em uma escolinha. Porém, logo na primeira semana, percebi que algo não estava bem com ele, a começar pelo mau hálito. Liguei para o pediatra e marcamos de fazer o exame de glicemia. O resultado confirmou minha suspeita: meu filho estava com diabetes tipo 1.

O começo foi muito drástico. Como o Enzo era muito novinho, as aplicações de insulina eram feitas no músculo e o teste de glicemia, na sola do pé. Ele tomava insulina NPH pela manhã e injeções de ultrarrápida. Algumas vezes, a glicemia dele caía para 40 mg/dl, o que era muito assustador. Certa madrugada, cheguei a colocar refrigerante na mamadeira dele para reverter a hipoglicemia. Nosso pediatra nos ajudou muito nesta fase, mas a situação estava bem difícil e piorou quando recebemos a dura notícia de que a escola onde o Enzo estava matriculado não iria aceitá-lo mais como aluno, pois não tinha condições de cuidar de uma criança com diabetes. Naquele momento, percebi como o mundo pode ser cruel. Procurei pelo colégio onde eu havia estudado a vida inteira e lá fomos muito bem acolhidos.

Comecei, então, a buscar informações sobre o diabetes tipo 1 e por meio das redes sociais conheci várias mães que também tinham filhos na mesma condição. Carinhosamente chamadas de “mães-pâncreas”, elas me receberam de braços abertos. Além da troca de experiência, circulava muita dica útil sobre tratamento. Certa vez, desesperada por conta das constantes hipoglicemias que o Enzo sofria e também porque ele não engordava, perguntei em um grupo se era melhor ter hipo ou hiperglicemia. Um médico leu a conversa e me convidou para ir até a clínica dele, em Curitiba, fazer um test drive com uma bomba de infusão contínua de insulina.

Assim que o Enzo começou a usar o sistema de infusão de insulina, os episódios de hipoglicemia diminuíram muito. Ele engordou, voltou a crescer e a irritação
passou. Foi uma mudança drástica para melhor! Hoje, meu filho tem 7 anos de idade. Terminou o ano letivo lendo e escrevendo, o que para mim é muito emocionante. Nesse meio tempo, criei o blog meufilhotipo1.blogspot.com.br para ajudar outras mães a lidar com a fase inicial do diagnóstico. Minha primeira faculdade foi medicina veterinária, mas agora estou seguindo outro caminho. Fiz pós-graduação em educação em diabetes, além de cursos como o educando educadores, e estou no último ano da faculdade de nutrição. Também dou palestras sobre diabetes e sinto que minha missão é ajudar aos outros, passando adiante toda minha experiência.

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Meu destino é ajudar

Diagnosticada aos 9 anos, nutricionista focou sua carreira em mostrar a outras pessoas com diabetes como é possível viver bem.

 

Meu nome é Juliana Baptista, tenho 38 anos, sou nutricionista e descobri o diabetes aos 9, numa época em que não havia tantos recursos como hoje. Eu aplicava insulina com seringa duas vezes ao dia e, para saber como estava minha glicemia, usava glicofita, um teste que mede a glicose na urina. Aos 17 anos, entrei na faculdade de nutrição. Estudei de tudo um pouco na área, até que minha melhor amiga, que também tem diabetes, me apresentou a contagem de carboidratos, um método até então desconhecido no Brasil. Decidi que queria me especializar no assunto e assim poder ensinar essa prática para os todos os meus pacientes.

Acabei me envolvendo com a diretoria jovem da ADJ Diabetes Brasil e comecei a participar de grupos, palestras e diversas atividades da associação. Nesse período também fui para Alemanha fazer estágio e buscar mais conhecimento sobre a contagem de carboidrato. Quando voltei, minha endocrinologista sugeriu que eu usasse a bomba de infusão de insulina.

Resisti no início, porque gostava de usar caneta e não queria carregar um aparelho o tempo todo no meu corpo. Até que um dia, muito estressada após o trabalho e com a glicemia igual a uma montanha-russa, resolvi aceitar a sugestão da minha médica e passei a usar a bomba e o sensor de monitorização contínua de glicose. Minha vida mudou! Consegui obter uma hemoglobina glicada de 6.8% e hoje não consigo mais imaginar a minha vida sem o sistema integrado.

Resolvi, então, dividir essa experiência pessoal com outras pessoas. No meu consultório, 90% dos pacientes têm diabetes. Muitos usam bomba e eu os oriento na hora de instalar o aparelho. O fato de ter a doença me ajuda a compreender melhor as necessidades deles e consigo auxiliá-los na adesão ao tratamento.

Também sou voluntária na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, onde ensino contagem de carboidratos, e administro o grupo D.O.N.E. (Diabetes, Obesidade, Nutrição e Educação), que promove dinâmicas em grupo, palestras e atividades envolvendo os pacientes e incentivando-os a ter uma alimentação saudável e a praticar atividade física.

Com o grupo já organizei flash mobs, por ocasião do Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro). Atualmente fazemos o Pedal Diabetes, que reuniu mais de 200 participantes na 4ª edição.

Eu amo meu trabalho e todas as atividades que exerço em prol do diabetes. Faço com gosto, principalmente sabendo que o paciente vai melhorar seu controle, aceitar a doença ou pelo menos enxergá-la de uma forma mais positiva. O controle pode ser trabalhoso, mas com o apoio de amigos e familiares, tudo fica mais fácil. Com a bomba de insulina e o sensor de glicose então, mais fácil ainda.

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Você sabe qual o papel do glucagon?

Um dos problemas mais graves no diabetes é a hipoglicemia, queda acentuada de açúcar no sangue, quando isso ocorre é preciso ingerir algo doce para glicemia se estabilizar, porém, há casos em que a pessoa não sente os sintomas da hipo e pode acabar desmaiando, perdendo a consciência ou até tendo convulsões. Quando isso ocorre, é necessário a aplicação de injeção de glucagon.

Assim como a insulina, o glucagon também é um hormônio produzido pelo pâncreas superimportante para o metabolismo do carboidrato. Seu efeito é o oposto ao da insulina, ele é responsável por aumentar o nível de glicose no sangue.

A insulina e o glucagon são extinguidos de forma inversa, ou seja, quando a glicemia do sangue esta alta, há uma maior liberação de insulina e uma diminuição na de glucagon e quando a glicose está baixa acontece o inverso. Porém, nos indivíduos com diabetes, quando ocorre a queda dos índices de açúcar no sangue, o processo é mais lento e quantidade de hormônio desprendida pelo fígado é bem menor do que deveria, por isso, nos casos mais graves, deve-se administrar o glucagon artificial.

Geralmente, a hipoglicemia apresenta sintomas diversos, como: desorientação, suor excessivo, tremedeira, palpitação, confusão entre outros. Na maioria das vezes, para reverter esse quadro basta ingerir algum alimento doce, de preferência um copo de suco de laranja ou água com açúcar. Contudo, em caso de desmaio ou perda de consciência jamais se deve administrar alimentos líquidos ou sólidos para evitar o risco de aspiração, nessas horas é que a injeção do glucagon é essencial, explica Denise Ludovico, endocrinologista e médica voluntária da ADJ Diabetes Brasil.

O procedimento de aplicação do hormônio é simples e qualquer pessoa, mesmo as que são leigas com relação ao diabetes, podem realizar o ato no caso de uma emergência.

“A medicação do glucagon costuma vir dentro de um estojo que contém o frasco do medicamento, o diluente e uma seringa. Basta aspirar o diluente, injetar no frasco de glucagon, depois misturar bem a solução e então aspirar para fazer a aplicação”, ensina Denise.

O hormônio pode ser aplicado nos mesmos locais da insulina, de forma subcutânea, como na barriga e nas pernas. Entretanto ele também pode ser administrado via intramuscular, onde a ação é um pouco mais rápida.  A dose recomendada para pessoas com peso igual ou maior de 20 kg é de 1 mg, abaixo disso a porção é de 0,5 mg.

A ação do componente é rápida e leva cerca de 8 a 10 minutos. “Após 15 minutos da aplicação a pessoa deve acordar. Se isso não acontecer é necessária uma segunda dose da substância”, alerta a médica.

Mesmo com todo esse procedimento, depois de retomada a consciência, é fundamental que o indivíduo se alimente com carboidratos para restaurar o glicogênio hepático (no fígado) e evitar uma segunda hipoglicemia, recomenda Denise.

A endócrino ainda ressalta que os portadores de diabetes tipo 1 devem sempre andar com o glucagon, principalmente quando estiverem em situações com maior risco de ocorrerem hipos ou em locais não habituais, como em acampamentos e viagens.

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Sinais de diabetes em crianças

*Por Bianca Fiori

Apesar dos sinais serem bem claros, muitas vezes as pessoas, principalmente aquelas que nunca tiveram contato com o diabetes, podem achar que é virose ou algo mais simples. Por isso, aos primeiros sinais da disfunção (abaixo descritos) é recomendado correr para o pronto-socorro e solicitar – e até insistir, se for o caso – para a equipe médica realizar o exame de glicemia.

Geralmente, o diabetes que atinge as crianças e adolescentes é o tipo 1 (DM 1), caracterizado por uma deficiência no sistema autoimune que impede o pâncreas de produzir insulina. Esse tipo de DM não está relacionado ao estilo de vida nem à obesidade, como acontece geralmente no diabetes tipo 2. Porém, com o aumento da obesidade infantil e o sedentarismo, o número de crianças com o tipo 2 da doença tem aumentado, por esta razão os pais precisam redobrar a atenção.

Veja abaixo 7 principais sinais de DM 1 e DM 2:

Sede intensa, insaciável, preste atenção, pois este é um dos principais sintomas da doença (DM1)
Se seu filho vive constantemente com fome e, ao invés de engordar, emagrece, este também é um indicativo (DM1)
Urinar com frequência, inclusive à noite, é outro sintoma clássico. Se seu filho ainda usa fraldas, repare se, ao jogar a fralda no lixo, há formigas nelas, que podem ser atraídas pelo açúcar eliminado na urina da criança com diabetes
Mal-estar, sonolência, fraqueza e tontura (DM1)
Estar acima do peso também pode ser um sinal de alerta (DM2).
Em casos em que há familiares com a doença, existe um fator de risco para o desenvolvimento da doença. Por isso é importante redobrar a atenção. (DM2)
A insulina também pode funcionar como um anabolizante, acelerando o desenvolvimento físico da criança. Por isso, se você notar um grande crescimento em um curto espaço de tempo no seu filho, procure um especialista (DM2).

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