Tratamentos

Cirurgia robótica para controle do diabetes

Descobertas no campo da robótica melhoram cade vez mais a precisão da medicina e afetam, positivamente, o resultado de cirurgias. Nesse cenário, foi realizado, pela primeira vez no Brasil, o tratamento cirúrgico do diabetes tipo 2, através de uma cirurgia robótica. A maior precisão da intervenção garantiu ao paciente uma recuperação mais rápida.

O primeiro procedimento deste tipo foi feito pelo médico e cirurgião do aparelho digestivo Alcides Branco, no início de julho, no Paraná. Com a assistência do robô da DaVinci, Branco ganhou uma visão tridimensional 20 vezes maior que a humana e pode realizar o procedimento com movimentos mais precisos e menos invasivos. Hoje, o paciente já está recuperado e mantém os resultados positivos.

Médico realiza a primeira cirurgia de controle do diabetes tipo 2 com ajuda robótica (Imagem: Acervo Pessoal)

Para entender os detalhes da cirurgia inédita e que garante uma recuperação mais rápida para o paciente, o Canaltech conversou com o cirurgião sobre como o robô da DaVinci pode ser operado.

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Vantagens da cirurgia robótica

Durante a cirurgia, Branco controlava o robô DaVinci e, consequentemente, os quatro braços mecânicos equipados com diversos instrumentos médicos da tecnologia. Este controle era feito através de um painel, presente na sala de cirurgia, mas o médico não precisava ficar frente a frente com o paciente, por exemplo. Afinal, a tecnologia já permite certo distanciamento.

Além disso, o equipamento possui câmeras que entregam imagens em 3D para turbinar os sentidos do cirurgião e os braços podiam girar em até 360º, o que permitia maior liberdade e controle dos movimentos. “O robô colabora para o procedimento por oferecer uma visão 3D, com uma precisão maior e com melhor ergonomia para o cirurgião e com trauma menor na parede abdominal do paciente”, conta o médico sobre os benefícios do procedimento com auxílio da robótica.

Robô DaVinci garante melhor precisão em cirurgia inédita (Imagem: Reprodução/Acervo Pessoal)

Em breve, esses procedimentos devem sofrer um novo salto, porque a tecnologia 5G deve permitir que as operações sejam realizadas a distâncias muito maiores, como entre cidades ou até mesmo continentes. “A ideia é que com o 5G isso possa acontecer, mas isso não é possível atualmente”, explica.

Cirurgia para controlar o diabetes tipo 2

Antes de entrar na sala de cirurgia, o paciente do primeiro procedimento do tipo passou por uma série de exames que comprovou que ele estava, de fato, apto para a cirurgia metabólica e com o pâncreas — órgão responsável pela produção de insulina — “cansado”, mas ainda saudável.

“O objetivo maior da cirurgia do diabetes é estimular o pâncreas a produzir insulina. Ele também tinha uma obesidade característica da Síndrome Metabólica, com acúmulo de gordura visceral. A luta contra o diabetes é desigual. Ele estava se cuidando com dieta, comprimidos e insulina sem resultado. A cirurgia metabólica é uma excelente ferramenta para ajudar a salvar essas pessoas”, explicou Branco.

Uso do 5G deve desencadear uma revolução nas cirurgias robóticas (Imagem: Acervo Pessoal)

“A cirurgia metabólica atua em três mecanismos. O primeiro diminui a quantidade de comida ingerida pelo paciente e com isso diminui a sobrecarga do pâncreas. O segundo isola o pâncreas e as vias biliares. O terceiro realiza um desvio intestinal”, detalha o cirurgião.

Desde 2017, o procedimento é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Em alguns casos, a operação pode ser confundida com a cirurgia bariátrica, mas a bariátrica visa a perda de peso e a remissão de comorbidades como o diabetes e hipertensão, está em segundo plano. No caso da metabólica, o principal objetivo é, de fato, o controle do diabetes.

Entendendo o caso

No caso da primeira cirurgia do tipo, o paciente era um homem, de 61 anos, que descobriu o diabetes de tipo 2 após sofrer um acidente e ser hospitalizado em 2005. Desde então, ele tentou controlar a doença com os medicamentos disponíveis e chegou a atingir a dose máxima de insulina diária, mas não conseguia resultados em níveis aceitáveis.

“Eu estava com os melhores medicamentos e insulinas existentes, mas não conseguia abaixar a glicemia glicada. Toda hora eu estava aplicando a [insulina] rápida para baixar a glicose. Não era vida. Até que chegou o momento em que meu endocrinologista disse ‘daqui a alguns anos isso vai te cobrar’. Eu tive medo de perder o pé, ficar cego, perder o rim”, comentou o paciente.

Após o procedimento, a glicemia do paciente já estava em níveis reduzidos e o indivíduo não precisou mais de aplicações de insulina e nem de medicamentos para controlar o diabetes tipo 2.

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Viva Bem com Diabetes

Até quem não tem diabetes sente medo de insulina

Apesar de centenária — na última terça-feira (27), a sua descoberta completou 100 anos —, algo não mudou passado todo esse tempo: as pessoas não gostam nadinha da ideia de tomar insulina. Não enxergam que, graças ela, boa parte dos 17 milhões de brasileiros com diabetes vive bem, obrigada, para contar essa história.

Ainda em 2018, o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, e um dos pioneiros na pesquisa de células-tronco para tratar diabetes, foi curador de uma pesquisa com mais de 1 mil brasileiros. Pois bem: quando indagados do que tinham medo quando pensavam em diabetes, a maioria cravou a resposta de que temiam as eventuais sequelas da doença. Mas 24% tinham muito mais receio de, um dia, precisarem de insulina, enquanto para outros 21% o principal temor seria morrer. “É uma loucura ver que o medo da insulina era maior até do que o da morte, inclusive entre os participantes que nem tinham diabetes”, diz Couri.

Por que tanto medo

O fato de ser um hormônio injetável é uma inegável barreira. “Ninguém gosta de uma picada obrigatória”, observa Couri. Uma, não! Várias, doutor.

O risco de hipoglicemia é outro ponto que apavora. Todo mundo já ouviu o caso de alguém que injetou um pouco a mais de insulina ou fez exercício sem calculá-la direito e passou mal, ficando tonto, pálido, confuso e tremendo, até cair de maduro. Tudo por ter ficado sem glicose suficiente na corrente sanguínea.

Há, ainda, o medo de o hormônio aumentar o risco de doenças como o câncer, o que não tem cabimento. E há quem ache que a insulina faz engordar. “Aí, as pessoas se esquecem que ela é um hormônio anabolizante. Ou seja, faz o papel de um construtor que pega tijolos de aminoácidos e monta proteínas ou junta pedacinhos de ácidos ácidos graxos para criar uma molécula de gordura”, esclarece Couri. “Ora, se o médico receitou insulina só quando o diabetes já estava bem descompensado, provavelmente o organismo daquele paciente tinha devorado seus músculos para obter energia. Com a entrada do hormônio, isso se reverterá e ele então ganhará peso, o que será até bem-vindo.”

Mas vamos deixar claro, também, que o uso de insulina não é um liberou-geral para comer de tudo sempre, na quantidade que o sujeito desejar. Com o excesso de calorias, a insulina vai montar gordura na certa. E, nesse caso, a dieta desequilibrada será a principal responsável e não a substância por si.

O que faz o hormônio

A gente sempre ouve a história de que a insulina coloca a glicose que estava dando sopa na circulação para dentro das células — que, sem ela, morreriam de fome, mesmo em meio à fartura do nutriente no sangue. “No entanto, justamente por ser um hormônio anabolizante, proteínas e gorduras — e não só os carboidratos das massas e das sobremesas —, também estimulam sua produção”, ensina Couri. “A sorte é que um pâncreas saudável sabe o que faz.”

A glândula secreta insulina de maneira automática, usando sensores para ajustar na dose a cada instante. “E boa parte dessa produção passa logo pelo fígado e fica por ali mesmo”, conta o médico. A insulina ajuda esse órgão a acumular reservas de açúcar, transformando a glicose em moléculas de glicogênio. “Na verdade, ela faz isso com aminoácidos e gorduras também”, informa Couri.

Graças a esse estoque, ninguém morre enquanto dorme: as células continuam abastecidas 24 horas por dia. “Assim como ninguém morre fazendo greve de fome. Ou melhor, pode morrer desidratado de sede, mas não por faltar glicose para o organismo funcionar”, explica o médico.

Segundo ele, o desafio é que, ao ser injetada sob a pele por canetinhas, bombas ou até mesmo ao ser inalada — sim, já existe a insulina inalável — , é preciso uma dose muito maior do hormônio. Isso porque uma parte dele se perde no caminho até alcançar a corrente sanguínea. E não adiantaria dar menos, porque, no sangue, ele precisaria estar na mesma quantidade que seria secretada com precisão pelo pâncreas.

Só que, sem dúvida, a dose extra é capaz de aumentar o risco das temidas hipoglicemias. E também de a pessoa ganhar peso, até porque a insulina a mais tende a se ligar em receptores de um hormônio do crescimento, o IGF-1. O “i” do nome vem justamente de “insulin-like“, algo como “parecido com insulina”. Uma vez ligada nesses receptores, sua ação anabolizante é intensificada.

A verdadeira vantagem da insulina oral

A vantagem de se engolir um comprimido de insulina em vez de injetá-la ou inalá-la seria não deixar nada disso acontecer, aliviando o risco de ganho de peso e de quedas bruscas da glicose na circulação.

“Muita gente se entusiasma com a insulina oral por causa da possibilidade de eliminar as picadas, mas essa não é a melhor parte da novidade”, garante Couri, que abordou o tema no Endobate 2021, um dos principais eventos da área no país e que foi idealizado por ele.”A grande sacada é que a insulina, ao entrar no organismo pelo aparelho digestivo, faz aquela primeira escala no fígado e, de maneira semelhante à fisiológica, boa parte dela fica retida nesse órgão, seguindo só um tiquinho para a circulação”, descreve.

No encontro anual da ADA (American Diabetes Association), no mês passado, cientistas de uma empresa britânica apresentaram os resultados da fase 2 de testes em seres humanos de uma insulina encapsulada de tal maneira que não é digerida no estômago como qualquer proteína — este, aliás, sempre foi o obstáculo ao seu surgimento. “Eles usaram comprimidos com três doses diferentes durante as refeições e os resultados foram espetaculares”, conta Couri.

Para barrar o diabetes tipo 1

Realizado em pacientes com diagnóstico recente de diabetes tipo 1 desde 2003, na USP de Ribeirão Preto, o transplante de células-tronco visa que elas, uma vez instaladas no pâncreas, se transformem em unidades produtoras de insulina, substituindo as originais, destruídas pelo sistema imunológico.

O grupo do doutor Couri conseguiu eliminar a necessidade de repor insulina em 91% dos 25 pacientes tratados desse jeito, por um período que variou de seis meses a 14 anos. Mas será que, usando uma quimioterapia ainda mais forte para zerar o sistema imunológico que estava atacando o pâncreas — e, desse modo, incrementar a chance de surgirem células de defesa sem essa vocação para o auto-ataque —, isso melhoraria ainda mais o resultado do transplante de células-tronco? É o que o grupo estuda com mais 38 pacientes.

Consegui, porém, arrancar o spoiler de outro estudo, o Pré 1 Brasil. “Nas pesquisas com o transplante, testamos um medicamento chamado alogliptina naqueles pacientes que, depois de três, quatro, cinco anos sem precisarem usar insulina, voltaram a necessitar de sua aplicação “, explicou Couri. “Baseados em dados da literatura científica, queríamos ver se esse quadro se reverteria. E deu certo.”

Agora, no Pré-1 Brasil, ele e médicos do país inteiro testarão a droga em jovens com pré-diabetes, quando a glicemia ainda está à beira do diabetes do tipo 1 pra valer e os anticorpos dão sinais de que, logo mais, atacarão tanto o pâncreas que a glicose sanguínea subirá de vez.

A alogliptina é um imunomodulador leve, que impede parcialmente essa agressão. Além disso, estimula a produção de insulina e controla o glucagon, hormônio que liberaria o açúcar reservado no fígado para o sangue. “É razoável pensar que essa estratégia possa funcionar nos pré-diabéticos”, aposta Couri.

Implantes sob a pele e o pâncreas artificial

O tão esperado pâncreas artificial está para estourar a qualquer momento, já que pelo menos quatro empresas estão na fase final de seu desenvolvimento. Será um dispositivo capaz de avaliar a glicemia ininterruptamente, entregando insulina necessária a cada momento, como acontece em um organismo sem diabetes.

Paralelamente, outra esperança é a do implante de pequenas cápsulas sob a pele. Elas seriam como ilhotas de Langerhans — as unidades produtoras de insulina do pâncreas. “O médico faz uma pequena incisão para o implante, que basta suturar com dois pontinhos”, diz Couri, no tom entusiasmado de sempre. “Resta saber quantos implantes serão necessários e de quanto em quanto tempo deverão ser trocados.”

Mas, veja bem, nenhuma dessas novidades — implantes, transplantes, pâncreas artificial, remédios e novas vias de administração — tiram de cena a aniversariante desta semana. A insulina sempre será protagonista — e não apenas para os portadores de diabetes, óbvio. “Sem ela, quem se queixa hoje de ainda precisar injetá-la nem estaria aqui para reclamar, uai”, brinca Couri, com seu jeito mineiro.

Viva Bem com Diabetes

Novo dispositivo usa inteligência artificial para controlar diabetes – TecMundo

Um equipamento conhecido como “pâncreas artificial”, que utiliza uma inteligência artificial, teve a eficácia comprovada para controlar os níveis de glicose de forma segura em estudo realizado por cientistas das universidades de Cambridge, da Inglaterra, e de Berna, na Suíça.

A pesquisa foi publicada na revista científica Nature Medicine no início deste mês.

Essa foi a primeira vez que o equipamento foi testado em pacientes com diabetes tipo 2. A condição é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, acima do peso e sem hábitos saudáveis de alimentação. O tipo 2 corresponde a 95% dos casos de diabetes no mundo.

A doença manifesta-se apenas em pessoas geneticamente suscetíveis. Dessa forma, ter familiares com a doença é um fator de risco. Contudo, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o número de casos vem crescendo por conta do aumento do sedentarismo e da piora dos hábitos alimentares, que levam ao excesso de peso e obesidade.

Diabetes do tipo 2 tem influência genética, mas hábitos alimentares podem contribuir para o ocorrência da doença (Fonte: Pixabay/RitaE/Reprodução)Diabetes do tipo 2 tem influência genética, mas hábitos alimentares podem contribuir para o ocorrência da doença (Fonte: Pixabay/RitaE/Reprodução)Fonte:  Pixabay/RitaE/Reprodução 

O “pâncreas artificial” é um equipamento portátil que simula a função do órgão humano no controle dos níveis de glicose no sangue. O dispositivo utiliza uma inteligência artificial para injetar insulina no organismo sob medida e de forma automática.

O sistema, usado externamente ao corpo, é composto por dois dispositivos vestíveis: um sensor de glicose e uma bomba de insulina. Um aplicativo de smartphone envia, por Bluetooth, um sinal para a bomba ajustar o nível de insulina que o paciente recebe. O sensor de glicose mede e envia os níveis de açúcar no sangue de volta a um algoritmo que permite realizar ajustes adicionais.

Uma das principais funções do pâncreas é a produção de hormônios, como a insulina, que é capaz de regular a glicose no sangue. No diabetes tipo 2, o órgão produz insulina em quantidade insuficiente.

"Pâncreas artificial" é um sistema que tem três componentes: um sensor, uma bomba de insulina e um aplicativo de celular (Fonte: Universidade de Cambrigde/Divulgação)“Pâncreas artificial” é um sistema que tem três componentes: um sensor, uma bomba de insulina e um aplicativo de celular (Fonte: Universidade de Cambrigde/Divulgação)Fonte:  Universidade de Cambrigde/Divulgação 

Entre outubro de 2019 e novembro de 2020, os pesquisadores acompanharam 26 pacientes que realizavam diálise. Metade foi tratada com o “pâncreas artificial”, e a outra teve o tratamento tradicional com insulina. A equipe acompanhou a evolução do nível de açúcar de sangue por um período de 20 dias.

O pâncreas artificial proporcionou aos pacientes cerca de 3,5 horas diárias a mais na faixa-alvo em comparação ao tratamento tradicional. O equipamento também manteve os níveis médios de glicose por mais tempo, reduzindo o período em que os pacientes passaram em hipoglicemia.

A adaptação proporcionada pela inteligência artificial melhorou o desempenho ao longo do tempo. No primeiro dia, o tempo em que o açúcar no sangue ficou na faixa-alvo foi de 36% de açúcar, enquanto o índice subiu para mais de 60% no vigésimo.

A pesquisa se concentrou em pacientes que tinham também insuficiência renal, pois a condição dificulta o controle de açúcar. Cerca de 30% dos casos de doença renal são causados pelo excesso de glicose no sangue.

Por sua vez, o mau funcionamento dos rins dificulta a “limpeza” do sangue e aumenta o risco de hipoglicemia e hiperglicemia, níveis muito baixos ou altos de açúcar, que podem causar complicações desde tonturas, quedas, e até coma.

O controle do diabetes em pacientes com insuficiência renal representa um desafio para pacientes e profissionais de saúde, pois muitos aspectos dos cuidados são mal compreendidos, como as metas para os níveis de açúcar no sangue.

Além disso, grande parte dos medicamentos orais para diabetes não podem ser utilizados por pessoas com doenças renais, que precisam de injeções de insulina, cuja dosagem exata é difícil de estabelecer.

Pacientes aprovam "pâncreas digital", mas relatam desconforto com a bomba de insulina. (Fonte: Universidade de Cambrigde/Divulgação)Pacientes aprovam “pâncreas digital”, mas relatam desconforto com a bomba de insulina. (Fonte: Universidade de Cambrigde/Divulgação)Fonte:  Universidade de Cambrigde/Divulgação 

Os participantes da pesquisa aprovaram a tecnologia. Mais de 90% relataram que gastaram menos tempo controlando seu diabetes com o “pâncreas artificial”. Contudo, também foram relatadas desvantagens como o desconforto ao usar a bomba de insulina e a necessidade de carregar o smartphone.

Viva Bem com Diabetes

Risco de amputação por diabetes estaria ligado a localidade e etnia, diz estudo – Canaltech

Uma pesquisa recente da Texas A&M University apontou que amputações de pés e dedos relacionadas ao diabetes são maiores em residentes rurais, americanos ocidentais, nativos americanos e asiáticos.

Para descobrir isso, os pesquisadores exploraram as tendências raciais, étnicas e geográficas em amputações de membros inferiores em adultos com diabetes entre 2009 e 2017 nos EUA. O grupo analisou os dados de pacientes com hospitalizações relacionadas ao diabetes que tiveram uma amputação considerada em menor nível (como o dedo do pé ou o próprio pé, por exemplo) ou grande (acima do pé, acima do joelho).

Além de raça/etnia e região geográfica, o estudo também incluiu vários fatores de controle, como idade, sexo e características de saúde do paciente. Com isso, os pesquisadores descobriram que as taxas de amputações menores de membros inferiores aumentaram entre 2009 e 2017. Esse aumento foi maior em residentes rurais, pessoas na região do centro-oeste e populações indígenas americanas e asiáticas.

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(Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

Os pesquisadores descobriram que morar no Sul dos EUA ou em áreas mais rurais poder ser sinônimo de altas chances de ter uma amputação de nível grande, em comparação com áreas urbanas e do Nordeste do país.

Os graves efeitos do diabetes, especialmente sem os devidos cuidados, são um problema para muitas pessoas. Com uma melhor compreensão do que leva a resultados piores, os profissionais de saúde podem criar intervenções direcionadas para melhorar o tratamento do diabetes, melhorando a qualidade de vida. 

A pesquisa completa pode ser encontrada aqui.

Fonte: Futurity

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Viva Bem com Diabetes

Caneta da saúde: benefício disponível no SUS para pessoas com diabetes

A caneta de insulina é um direito das pessoas com diabetes. Graças ao avanço da ciência e da tecnologia, as pesadas seringas de vidro, difíceis de transportar e manusear, deram lugar a tratamentos cada vez mais práticos, portáteis e com pouca margem de erro na dose de insulina, o que ajuda a reduzir episódios de hipoglicemia.

É o caso das canetas de insulina que, entre as diversas vantagens, oferecem maior facilidade e conforto na aplicação, tendo em vista que possuem uma agulha mais fina e curta em relação à seringa.

Elas começaram a ser fornecidas gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2018 e, recentemente, o Ministério da Saúde ampliou o acesso, disponibilizando as canetas preferencialmente a pessoas portadoras de diabetes tipo 1 e tipo 2 com menos de 19 anos ou com mais de 50 anos.

Porém, muita gente ainda não sabe deste benefício. Por isso, para divulgar esta informação e ajudar milhões de pacientes a controlar melhor o diabetes, a Novo Nordisk®, em parceria com várias organizações, lançou a campanha Caneta da Saúde.

“O diabetes não é uma condição individual. Trata-se de algo presente na vida de milhões de famílias e, neste novo cenário delicado de pandemia, há pessoas que estão no grupo de risco e podem desenvolver as formas mais graves da doença”, contextualiza a endocrinologista e diretora médica da Novo Nordisk®, Priscilla Olim Mattar.

“É nesse contexto que chega a campanha Caneta da Saúde, uma maneira de ajudar a manter em dia a saúde dessas pessoas que já sofrem com uma doença crônica. Tudo que precisamos evitar são episódios de hiper ou hipoglicemia, que podem levar o paciente para o pronto-socorro, o que pode expô-lo a riscos adicionais durante a pandemia”, destaca.

Caneta de insulina no SUS é direito de quem tem diabetes! Para conseguir a caneta de insulina no SUS é preciso ter uma prescrição médica. Então a dica é: consulte seu médico, descubra se essa tecnologia é a ideal para você e comece a escrever uma nova história repleta de saúde!

CAMPANHA

Um homem segura cinco canetas de insulina com a tampa azul e a etiqueta verde

Caneta preenchida com insulina que está disponível no SUS

Acesse o site www.canetadasaude.com.br e as redes sociais Facebook e Instagram (@acanetadasaude) para conferir diversas informações sobre como usar a caneta de insulina e controlar melhor o diabetes. Há também uma área destinada aos profissionais da saúde, com um exclusivo e-book.

*Conteúdo patrocinado pela Novo Nordisk®, líder global de saúde dedicada a promover mudanças para vencer o diabetes e outras doenças crônicas graves, como obesidade e distúrbios hematológicos e endócrinos raros. Isso é possível porque a Novo Nordisk® é pioneira em descobertas científicas disruptivas e trabalha para a ampliação do acesso aos seus medicamentos e na prevenção e cura de doenças.

Saiba mais em www.novonordisk.com.br e siga-nos nas redes sociais.
Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil LTDA.
BR21DI00006. Abril de 2021. Material destinado ao público em geral.

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Pâncreas artificial para pessoas com diabetes

Pâncreas artificial para pessoas com diabetes

Dois novos estudos envolvendo o pâncreas artificial para pessoas com diabetes tipo 1 foram apresentados no encontro anual da Associação Americana de Diabetes (ADA 2012), realizado na Filadélfia, no início do mês. Há mais de três décadas, pesquisadores estudam o mecanismo. Existem mais de dez estudos, em vários estágios de desenvolvimento, de acordo com Gary Steil, da Escola de Medicina de Harvard. Especialistas acreditam que dentro de 10 anos o pâncreas artificial será uma realidade.

Bomba de insulina

O dispositivo é uma espécie de bomba de insulina mais avançada. Ela faz tudo sozinha, funciona exatamente como um pâncreas real. Quem tem diabetes tipo 1 convive diariamente com as aplicações de insulina ou usa a bomba, que fornece o hormônio por meio de um pequeno catéter inserido sob a pele. Das duas formas, a pessoa tem de calcular a quantidade de insulina que precisa com base na taxa de açúcar no sangue, na quantidade de carboidratos que vão ingerir, e o quanto de atividade física farão. Devem tomar cuidado para não errarem no cálculo e ter hipoglicemias ou hiperglicemias.

Como funciona pâncreas artificial?

Com o pâncreas artificial a pessoa terá um sistema automatizado que consiste em um monitor contínuo de glicose, uma bomba de infusão e um medidor para calibrar e monitorar. Ter um pâncreas artificial significará ter um mecanismo de monitoramento dos níveis de açúcar no sangue, que sente quando o corpo precisa de insulina. Ele mesmo calcula a dose necessária, e aplica, sem que a pessoa fique controlando diretamente. Alguns dispositivos alertam quando os níveis estão elevados e basta a pessoa apertar um botão. Não é preciso fazer cálculo algum.

O que substitui o pâncreas?

Para o pesquisador Henry Anhalt,, diretor médico em Animas, que está desenvolvendo um dos sistemas. “o pâncreas artificial será um avanço porque somente dois terços dos diabéticos tipo 1 consegue manter o açúcar em níveis recomendados durante todo o dia”. A longo prazo, o diabetes não controlado pode levar a complicações, como lesões oculares, insuficiência renal, e doenças cardíacas. O dispositivo também seria importante para diminuir os ricos de hipoglicemia noturna.

“O pâncreas artificial é um conceito maravilhoso e temos a ciência e a tecnologia para chegar lá, mas tem que ser perfeito. Os estudos apresentados na reunião deste ano são pequenos passos em direção a essa meta”, considera a presidente da Associação Americana de Diabetes, Vivian Fonseca, pesquisadora da Universidade de Tulane, em Nova Orleans. “Temos de ver como os dispositivos funcionam na vida real em oposição a ambientes de pesquisa artificiais”, pondera Fonseca, que não estava envolvida diretamente com os trabalhos.