Estudo aponta fatores de risco para Covid-19 em quem tem diabetes

 

Pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver um quadro grave de Covid-19 (Foto: Pexels/TesaPhotography)
Pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver um quadro grave de Covid-19 (Foto: Pexels/TesaPhotography)

Vários estudos sobre a relação entre diabetes e Covid-19 já apontaram que pessoas com a doença metabólica têm taxas de mortalidade de duas a três vezes maiores caso contraiam o coronavírus. Todavia, ainda não se sabe ao certo como o vírus afeta os indivíduos diabéticos e quais fatores de risco existem nesse grupo.

Intrigados pela questão, pesquisadores do Centro Alemão de Diabetes analisaram 22 estudos publicados sobre o assunto, que abrangem mais de 17,5 mil pessoas diagnosticadas tanto com diabetes quando com o Sars-CoV-2. Os resultados foram publicados no jornal científico Diabetologia, na última quarta-feira (28).

Os experts apontam que indivíduos com diabetes mellitus são mais propensos a terem um quadro grave de Covid-19. Mas o estudo também indicou fatores de risco dentro podem aumentar a gravidade da doença nesse grupo.

A nova pesquisa diz que homens diabéticos, com idade de 65 anos ou mais, níveis elevados de glicose no sangue e que passam por tratamento crônico com insulina são mais predispostos a terem complicações em decorrência do novo coronavírus.

Representação de Sars-CoV-2 em células humanas (Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases, NIH)
Representação do vírus Sars-CoV-2 em células humanas (Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases, NIH)

Além disso, comorbidades como problemas cardiovasculares ou renais também são fatores de risco quando se trata do coronavírus. “Esses resultados ajudarão a classificar os indivíduos com diabetes ainda melhor, a fim de melhorar sua terapia e amenizar o curso [da Covid-19]”, diz Michael Roden, coautor da revisão de estudos, em comunicado.

Roden lembra que outros fatores específicos da diabetes, como o tipo e a duração da doença, ainda são avaliados de forma imprecisa ou com baixa significância. Ele cita a necessidade de mais estudos sobre o tema e conta que a equipe já trabalha em uma próxima versão da análise.

“Esta revisão apresenta a situação do estudo atual e será atualizada regularmente, desde que novas descobertas sobre este tópico estejam disponíveis”, conta o pesquisador.

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