Período reprodutivo de mulheres com diabetes tipo 1 é menor durante a vida – Revista Galileu


Mulheres com diabetes tipo 1 podem apresentar maior tendência para desenvolver quadros de menopausa precoce, além de períodos reprodutivos mais curtos e menarca retardada, sugere estudo (Foto: Pinterest)

Mulheres com diabetes tipo 1 podem apresentar maior tendência para desenvolver quadros de menopausa precoce, além de períodos reprodutivos mais curtos e menarca retardada, sugere estudo (Foto: Pinterest)

Além de regular os níveis de glicose no sangue, a insulina desempenha um papel fundamental na regulação da função reprodutiva das mulheres. No entanto, pouco se sabe sobre como a deficiência desse hormônio pode afetar o ciclo natural da menopausa, que geralmente acontece entre 45 e 55 anos.

Um estudo publicado no último dia 3 de março no periódico Menopause, da Sociedade Norte-Americana de Menopausa (NAMS, na sigla em inglês), traz uma nova pista sobre o assunto: mulheres com diabetes tipo 1 podem apresentar maior tendência para desenvolver quadros de menopausa precoce, além de períodos reprodutivos mais curtos e menarca retardada.

A pesquisa comparou a duração da fase reprodutiva entre quase 300 pacientes com diabetes tipo 1 e mulheres não diabetes. O que se observou é que a hiperglicemia – isto é, o excesso de glicose no sangue causado pela deficiência de insulina – se mostrou capaz de interromper o funcionamento normal do sistema reprodutivo feminino. O risco, segundo os cientistas, se refere a mulheres que foram diagnosticadas com a doença antes da primeira menstruação (a menarca).

Em comparação às pacientes sem diabetes, essas mulheres eram mais jovens, tinham HDL (o famoso “colesterol bom”) mais alto, tiveram a primeira menstruação mais tarde e tinham idade menor na menopausa natural (50,1 versus 51,9 anos).

“Essas mulheres não estão apenas em risco de envelhecimento ovariano prematuro por causa do diabetes tipo 1 de início precoce [diagnosticada antes da menarca], elas também têm risco aumentado para doenças cardiovasculares, osteoporose e mortalidade precoce por causa da menopausa natural antecipada”, alerta Stephanie Faubion, médica e diretora da NAMS, em nota.

Os autores do estudo sugerem que mais evidências ainda são necessárias para determinar os fatores que contribuem para esse quadro e, assim, direcionar estratégias adequadas para otimizar a qualidade de vida dessas mulheres.

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